Avanço na recuperação do Calçadão de Piratininga

Raquel Morais –

Mais um passo foi dado para a esperada recuperação do calçadão de Piratininga, na Região Oceânica, que foi parcialmente destruído em 2016 em uma ressaca. Foi publicado no Diário Oficial a abertura para concorrência de empresas para elaborarem estudos e relatórios de engenharia para a restauração desse espaço, que será no próximo dia 18, às 10h. Frequentadores da praia, moradores do bairro e comerciantes gostaram da notícia e frisaram os problemas que a falta do conserto imediato ocasionou.

Segundo a publicação, a abertura para os licitantes será às 10h na Sala de Licitação, na Rua Visconde de Sepetiba, 987 (quinto andar), no Centro, para contratação de empresa especializada para elaboração de estudos investigativos preliminares, relatório técnico de preposições de soluções e projeto básico de engenharia para estabilização da praia de Piratininga e a recuperação do seu calçadão.

O comerciante Manoel Francisco Silva, ou Maçarico, como é popularmente conhecido, teve seu quiosque interditado por oferecer risco para o trabalhador e os clientes. Ele continua trabalhando em um trailer na direção do antigo quiosque e ainda amarga queda nas vendas de 60%.

“Eu sobrevivo apenas da venda de bebidas e isso foi uma mudança muito drástica na minha vida. Eu trabalhava com comida e bebida, atendia cliente na areia e agora eu não posso mais fazer isso pois não tenho espaço. Não vejo a hora de voltar para meu quiosque”, comentou.

O morador de Piratininga, José Carlos Mendes, de 80 anos, caminha todos os dias na orla da praia e lamenta o ocorrido.

“Eu faço minha caminhada e sinto muito pelo que aconteceu. Eu tenho que andar um trecho na rua pois o local ainda está interditado”, comentou. Um cliente de Maçarico que não quis se identificar ressaltou que sempre toma água de coco no quiosque dele. “Ele virou meu amigo e eu dou essa preferência para ele pois os outros comerciantes têm oportunidade de lucrarem com outros alimentos e ele somente com bebidas”, frisou.

Desde 2011 o calçadão vem sofrendo com ações naturais e está parcialmente destruído, na frente do Quiosque do Bambuzal número 3. Em abril de 2016 outra ação natural destruiu ainda mais o local, quebrou dois quiosques e cerca de 150 metros de calçadão cederam e os espaços foram interditados pela Defesa Civil.

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