Aumento de R$ 17 no salário mínimo não agradou os niteroienses

Raquel Morais –

Pão francês, crédito no celular e café da manhã na padaria. O que esses três têm em comum? São alguns ‘sonhos’ dos niteroienses que vão ser concretizados com o aumento só salário mínimo de R$ 937 para R$ 954. Os polêmicos R$ 17 de aumento não traduzem realmente a necessidade do brasileiro, que reclama do baixo valor mínimo para se viver por mês.

Segundo nota o novo salário mínimo é o menor reajuste do salário mínimo em 24 anos. O valor é inferior ao estimado anteriormente pelo governo, que era R$ 965. O reajuste foi mais baixo porque a fórmula de correção leva em conta a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Como o resultado do PIB de 2016 foi negativo, o reajuste do salário mínimo foi calculado apenas pelo INPC, estimado pelo governo em 1,81%.

A vendedora Vanusa Nunes, 27 anos, disse que o aumento de R$ 17 é muito baixo. “Já é difícil viver com um salário mínimo e quando a gente pensa em ter um aumento significativo, vem essa notícia”, lamentou. A niteroiense disse que com essa diferença vai comprar pão por 17 dias antes de trabalhar. “Compro quatro pãezinhos por R$ 1 e vou ficar 17 dias comendo pão fresco”, brincou.

A aposentada Aparecida Silva, 65 anos, disse que vai aproveitar o ‘extra’ para colocar crédito no celular, que está bloqueado por falta de recarga. Já um caixa de mercado que preferiu não se identificar disse que vai usar esse dinheiro para tomar café na padaria com sua família. “Vou levar minha esposa e meus netinhos para comerem pão na chapa com manteiga na padaria”, brincou. A atendente Nathália Santos, 18 anos, disse que não vai fazer nada com o dinheiro a mais. “Vou juntar tudo e pagar minhas contas”, resumiu.

“O salário mínimo basicamente está definido por lei. A questão é apenas como calcular exatamente a aplicação dos índices de inflação. Porque o salário mínimo é definido por crescimento do PIB e inflação. Então é meramente uma questão de definir esses itens”, finalizou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezenove − 8 =