Aumento da gasolina ainda não chegou às bombas

Raquel Morais –

A Petrobras anunciou mais um aumento no preço do litro da gasolina nas refinarias, que saltou 1,2%, de R$ 2,0829 para R$ 2,1079. Os comerciantes de Niterói não repassaram o aumento para as bombas e o consumidor final ainda pode abastecer sem ‘ter uma surpresa’. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) não atualizou o levantamento dos preços dos combustíveis nos municípios, mas entre os divulgados na semana passada e os que estão valendo, os preços ainda estão mais baratos na cidade.

Na tabela de preços da ANP, o preço médio do litro da gasolina na cidade é de R$ 4,883 e o posto com o valor mais barato é Auto Posto Quatro Primos, no bairro de São Lourenço, que pela agência vende o litro a R$ 4,599. Segundo funcionários, na semana passada o combustível estava sendo vendido por R$ 4,629, mas o preço foi reduzido em R$ 0,03. O posto King Kong, no Centro, é listado como tendo a gasolina mais cara, sendo vendida a R$ 5,099 por litro. No entanto, o preço no posto está R$ 0,06 mais barato, sendo a gasolina vendida a R$ 5,039.

Para abastecer um tanque de 50 litros, o consumidor pode economizar até R$ 22 em Niterói. No posto com o combustível mais em conta, gasta-se hoje R$ 229,95 para completar o tanque, frente aos R$ 251,95 gastos no posto mais caro. Com a diferença daria para acrescentar quase cinco litros de combustível.

“Eu faço questão de abastecer sempre no posto mais barato e essas diferenças são significativas no final do mês. Gasto dinheiro com gasolina na motocicleta e também no carro e qualquer economia é bem-vinda”, comentou Vinícius Monteiro, 33 anos, instrutor de autoescola.

De acordo com a Petrobras, o preço do diesel permanece estável, em R$ 2,0316 por litro. O aumento obedece a política de preços para a gasolina e o diesel comercializados com as distribuidoras e que tem como base o preço de paridade, formado pelas cotações internacionais. A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos. A Petrobras informa ainda que a gasolina e o diesel comercializados com as distribuidoras diferem dos produtos no posto de combustíveis.

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