Aumenta procura por consórcios e cooperativas de crédito

Raquel Morais –

Um relatório do Banco Central apontou que o setor de consórcios apresentou crescimento de 3,5% no número de cotas vendidas no comparativo de 2016 com 2017, além do aumento dos contemplados em 7,7%. Outro dado econômico divulgado foi o crescimento de 15% na carteira de crédito das cooperativas de crédito na análise do mesmo período. Economistas e especialistas dos setores avaliaram a pesquisa, mas não pontuaram um bom momento para os dois tipos de negócios em 2018.

O relatório mostrou que o aumento no setor de consórcios alcançou R$ 48,6 bilhões. A alta foi puxada pelos dois maiores subsegmentos: 6,1% no de veículos automotores, atingindo R$ 29,90 bilhões e 10,8% no de imóveis, alcançando R$ 18,71 bilhões. Em dezembro de 2017, havia 155 administradoras de consórcios, 18,1 mil grupos e 6,9 milhões de cotas de consorciados ativas.

O supervisor de consórcios da AB Abolição, no Centro de Niterói, André Augusto, explicou que na concessionária, nos últimos quatro meses, foi registrado uma queda de 40%. Ele acredita que a economia descontrolada e aumento do desemprego estão diretamente ligados a essa retração. “Muitos comerciantes compram consórcio e eles estando em um momento ruim reflete na queda das vendas das cotas. Eles recebem por dia e o pequeno e médio empresário fazem essa programação, mas com a economia alterada isso não acontece”, explicou. O especialista disse que a vantagem do consórcio é que o cliente não paga juros altos em relação ao financiamento. Enquanto o primeiro tem uma média de 0,26% ao mês, o financiamento chega a 1,20% ao mês.

Em relação às cooperativas de crédito, segundo o relatório do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, o número de cooperados cresceu 8% no ano passado, alcançando a marca de 9,6 milhões de cooperados, com destaque para o crescimento em pessoas jurídicas (19%). Em média, o setor registrou adesão de 60 mil novos cooperados por mês. No final de 2017, havia quatro confederações, 35 centrais cooperativas, 967 cooperativas singulares e dois bancos cooperativos em atividade no país.

O economista César Vidal explicou que esse aumento pode estar associado ao alto número de inadimplentes e à restrição de crédito dos bancos. “As cooperativas têm menos exigências e taxas menores para os associados”, pontuou. Ele ainda exemplificou que as taxas no cheque especial e rotativo do cartão giram em torno de 11% nos bancos e empréstimos em torno de 4% a 7% ao mês; enquanto nas cooperativas fica entre 2% e 5%.

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