Audiência sobre a morte de Mário Travassos é adiada

Anderson Carvalho –

A 40ª Vara Criminal de Justiça do Rio adiou a primeira audiência sobre a morte do músico Mário Travassos, marcada para amanhã. Nova data ainda vai ser marcada. O motivo do adiamento foi uma liminar concedida pela desembargadora Maria Angélica Guimarães Guerra Guedes, da 7ª Câmara Criminal, para que seja julgado o pedido de habeas corpus de um dos quatro réus acusados de participação no crime, Carlos Eduardo Oliveira da Silva, um dos enfermeiros da Clínica da Gávea, na cidade do Rio de Janeiro, especializada em transtornos psiquiátricos, onde Mário esteve internado.

Segundo a defesa de Carlos Eduardo, a acusação contra ele foi genérica, “sem análise de quaisquer das teses defensivas”, disse um trecho da liminar. A peça acusatória não descreve qualquer conduta supostamente perpetrada pelo réu. A audiência só poderá ser marcada após o julgamento do pedido de habeas corpus. Carlos Eduardo era um dos enfermeiros que trabalhava na clínica. Os outros, também acusados de participação no crime, são: Carlos Francisco Ferreira Martins, Joaldo Santos Alves e Diogo Fonseca Molina.

Mário faleceu em 14 de julho de 2017, aos 39 anos, um dia após a sua internação. Músico, ele era filho de Luiz Eduardo Travassos, que já foi vice-prefeito de Niterói, foi internado dias antes, no Hospital Psquiátrico de Jurujuba, com sintomas de ansiedade. Da unidade, os médicos acharam melhor que ele fosse transferido para a Clínica da Gávea. Na época, amigos e parentes relataram que seu corpo apresentava afundamentos no crânio e na face, ausência de dentes e marcas roxas. Concluíram que ele teria sido vítima de violência.

A mãe de Mário, Luísa Travassos, ficou inconformada com o adiamento. “A gente quer ver justiça. O sentimento é de frustração e impunidade. Ele foi morto com requintes de crueldade”, lamentou.

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