Audiência pública discute a vacinação na Câmara de São Gonçalo

Marcelo Almeida

São Gonçalo pode mudar a forma como está divulgando o cronograma de vacinação da cidade, hoje feita principalmente por meio das redes sociais. O objetivo é alcançar pessoas que não têm acesso à internet, ou que não tenham familiaridades com as ferramentas digitais como muitos idosos, que são o principal alvo da mobilização pela vacina neste momento. A ideia é divulgar as datas e idades por meio das rádios comunitárias e pelos alto-falantes da Defesa Civil.

A medida foi um dos encaminhamentos tirados durante uma audiência pública realizada na manhã de ontem (2), na Câmara de São Gonçalo, para debater o Plano Municipal de Vacinação. O evento foi convocado por parlamentares da oposição, liderados por Romário Régis (PCdoB), e contou com a participação de outros vereadores e representantes do poder executivo, incluindo o secretário de Saúde, André Vargas.

Régis ressaltou a imagem negativa da cidade em decorrência da maneira confusa como a vacinação estava sendo feita pela Secretaria Municipal de Saúde no início da campanha. Porém, o vereador destacou que a audiência foi muito produtiva e que todos, incluindo parlamentares da base de apoio do governo Nelson Ruas, reconheceram que o início da vacinação, com filas e desorganização, foi um equívoco. Isso foi importante para que fossem aceitas as sugestões de novas formas de divulgação do cronograma de vacinação no enfrentamento da pandemia.

“Embora as pessoas acessem as redes sociais isso não é suficiente em alguns lugares onde a questão social é mais forte. Ali não se tem acesso à internet, principalmente os mais idosos que são os que mais precisam da vacinação. Muitos não estão habituados ao uso de internet. Por isso foi pensado um plano de comunicação mais eficiente que envolva a rádio comunitária e os alto-falantes da Defesa Civil”, afirmou.

Além disso, o secretário André Vargas sinalizou que São Gonçalo tem interesse em aderir ao consórcio para compra de vacinas da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e que está em busca de recursos e parcerias para viabilizar a compra dos imunizantes. Mas ainda não está definido o quantitativo que deve ser comprado pelo executivo, mas que esta questão está em estudo.

“Esse mercado ainda não existe. Quando a vacina estiver disponível para a venda e tiver orçamento, São Gonçalo poderá comprar. No entanto, as vacinas ainda são uma exclusividade do Governo Federal. Ainda não temos condições de vacinar toda a população. As doses chegam aos poucos e com os públicos indicados para a vacinação. Por isso, é muito importante que a população colabore mantendo o distanciamento, usando máscara, lavando as mãos e usando álcool em gel. Precisamos da conscientização e respeito de todos”, disse o secretário.

Ainda participaram da reunião os vereadores Professor Josemar (PSOL), Jalmir Júnior (PRTB), Alexandre Gomes (PV), Bruno Porto (CIDADANIA), Priscilla Canedo (PT), Juan Oliveira (PL), Glauber Poubel (PSD), Pedro Pericar (PSL), Tião Nanci (PV), bem como a superintendente de Saúde Coletiva, Jackeline Passos, a subsecretária municipal de Saúde e Atenção Básica, Dora Rodrigues.

Atualmente São Gonçalo vacina idosos com mais de 80 anos e profissionais da saúde com mais de 60 anos que trabalham em hospitais da cidade ou que moram em São Gonçalo e atuam em hospitais de outros municípios. Com a segunda dose a cidade imuniza idosos e profissionais da saúde que completaram 21 dias de vacinados. Também recebem a segunda dose, em seus locais de trabalho e residências, os trabalhadores da saúde que atuam em hospitais e postos da linha de frente da Covid-19 e idosos em instituição de longa permanência e residências terapêuticas.

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