Audiência pública debate ciclovia em São Gonçalo

Wellington Serrano –

A Câmara de Vereadores de São Gonçalo sediará as discussões sobre projetos de viabilidade para implantação de ciclovia na antiga malha ferroviária, nesta segunda-feira (23). O debate será presidido pelo vereador Sandro Almeida (PSDB). A audiência pública está marcada para as 14h e contará com a colaboração e participação dos grupos UGC e Pro-São Gonçalo. Além disso, foram convidadas várias empresas que possam ter interesse em uma possível Parceria Público Privada (PPP) para a região, além de secretários e autoridades do município.

“Esta audiência pública tem o objetivo de fomentar o debate e buscar melhorias quanto à mobilidade urbana. Em alguns países o ciclismo é o maior meio de transporte, muito em função do seu baixo custo, além de propor uma vida mais saudável em todos os sentidos, tanto para o usuário como para o meio ambiente. E olhar para esta enorme faixa abandonada que é a antiga linha férrea e não buscarmos algo neste sentido é algo inconcebível. Até porque esta é uma obra que pode surgir através de uma PPP”, destacou Sandro Almeida.

Apesar de o Rio possuir uma das maiores malhas cicloviárias do Brasil, o município de São Gonçalo possui uma malha cicloviária praticamente inexistente. Com a demanda dos ciclistas, novas oportunidades de negócios surgirão, melhorando parcialmente a situação econômica da cidade.
O transporte coletivo integrado com a bicicleta recentemente foi pauta para matérias em A TRIBUNA quando a Prefeitura confirmou que tem projetos de ciclovia na implantação de corredores de ônibus (BRT), com vias separadas para ônibus e bicicletas, ligando os principais bairros de São Gonçalo.

Ainda segundo informações do plano de mobilidade, a intenção é integrar corredores de ônibus e ciclovias, entre os bairros de Neves e Alcântara. Pela proposta, só no primeiro ano as vias especiais para bicicletas na cidade passariam de cinco quilômetros para 19. Com as mudanças, o estudo prevê que o tempo médio do transporte individual caia e o de transporte público também.

Investimento de R$ 800 milhões
Segundo o relatório, o plano ainda em estudos técnicos prevê custos em torno de R$ 800 milhões para um corredor viário de 19 km de extensão, com uma demanda diária de 146 mil passageiros, que viajariam nos 78 veículos articulados, e teriam também como parceiro modal a ciclovia, que poderá ser construída através de parcerias público-privadas, em modelo de concessão.

“Nossa prioridade é implantar o BRT, com corredores exclusivos para ônibus modernos e confortáveis, isso vou deixar como legado junto com a construção da ciclovia. Trabalhamos para que no início de 2018 o primeiro trecho saia do papel”, explicou o prefeito José Luiz Nanci.

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