Atriz niteroiense Nicette Bruno morre vítima de Covid-19

O mundo artístico mais uma vez está de luto. A triz niteroiense Nicette Bruno, de 87 anos, não resistiu e faleceu, vítima de complicações decorrentes da Covid-19. Ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), da Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul do Rio, desde o dia 26 de novembro.

De acordo com o boletim médico, que havia sido divulgado no sábado (17), o estado de saúde de Nicette era considerado muito grave. A informação de sua morte foi confirmada pelo hospital por volta das 13h20 de hoje. A filha de Nicette Bruno, a também atriz Beth Goulart, estava fazendo uma corrente de oração nas redes sociais para a recuperação da mãe. Numa das publicações, ela deixou um recado aos seguidores, afirmando: “a fé nos fortalece”, com esperança que o quadro de saúde da mãe se restabeleceria, o que não ocorreu.

Nicette Xavier Miessa, nasceu em 7 de janeiro de 1933, e foi criada numa família de artistas, e começou ainda menina a se dedicar às artes. Com 4 anos declamava e cantava. Com 5 anos estudou piano no Conservatório Nacional e já se apresentava na Rádio Guanabara. Integrou diversas companhias de teatro do país, recebendo vários prêmios de Melhor Atriz. Junto com Paulo Goulart formava um dos casais mais queridos da televisão brasileira.

Também muito jovem, com 11 anos, entrou para o grupo de teatro da Associação Cristã dos Moços e com 12 anos interpretou seu primeiro papel profissional, como Julieta, na peça Romeu e Julieta, apresentada no Teatro Universitário (TU). Aos 14 anos se profissionalizou ao ser contratada pela Companhia Dulcina-Odilon, da atriz Dulcina de Morais. Sua estreia foi interpretando Ordelha, na peça “A Filha de Iório”, que lhe valeu a medalha de ouro de Atriz Revelação pela Associação Brasileira de Críticos Teatrais (ABCT).

Ainda na adolescência, atuou em diversas peças, entre elas: “Dias Felizes”, “3200 Metros de Altitude”, “Já é de Manhã no Mar”, todas com Maria Jacintha, no Teatro de Arte, “O Anjo Negro”, de Nelson Rodrigues, “O Sorriso de Gioconda”, de Aldous Huxley e “O Fantasma de Canterville”, baseada na obra de Oscar Wilde. Em 1950, com 17 anos, fundou o “Teatro de Alumínio”, na Praça das Bandeiras, em São Paulo, no edifício sede do futuro “Teatro Íntimo Nicette Bruno (TINB)”, companhia criada em 1953.

Em 1952, durante a peça “Senhorita Minha Mãe”, conheceu o também ator Paulo Goulart, com quem se casou dois anos depois, em fevereiro de 1954. A festa do casamento foi realizada no Teatro Íntimo, criado um ano antes. Juntos tiveram três filhos, os atores: Bárbara Bruno, Beth Goulart e Paulo Goulart Filho. Seu marido Paulo Goulart faleceu em março de 2014.

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