Atravessando a crise com investimento

Wellington Serrano –

A Ilha da Conceição, em Niterói, está em festa. É que o estaleiro que funciona há 23 anos no bairro, o Camorim, lançou nesta quinta-feira (05) ao mar o C Esmeralda, que é um navio rebocador com 32 metros de comprimento, 11 de boca e 70 toneladas de tração estática. Segundo o proprietário, Carlos Renato de Carvalho, de 60 anos, a conquista foi fruto de muito trabalho, de todos que contribuíram.

Carlinhos da Camorim, como é conhecido, disse que o rebocador é o mais moderno do país e foi feito no Brasil com recursos próprios. “Enquanto a maioria dos estaleiros pararam e demitiram, seguimos com esse barco voltado para atender as demandas internacionais através desta embarcação, que foi a 11ª construída por nós e que custou cerca de US$ 8,5 milhões”, disse Carlinhos.

Carlinhos comemora ao afirmar que, mesmo com a crise, a empresa honrou os compromissos e conseguiu entregar o barco. “Falta investimentos, mas não falta trabalho. Agora vamos partir para entregar outros”, afirmou.

COMPROMISSO AMBIENTAL
O rebocador é equipado com propulsores azimutais Rolls-Royce, que permitem que as manobras sejam feitas com agilidade e segurança, além de motores MTU de última geração, que atendem às normas internacionais de redução de poluentes ambientais.

“Devido à versatilidade do seu projeto, o C Esmeralda consegue realizar tanto manobras portuárias (atracação e desatracação de navios) como atividades de apoio offshore. A frota da empresa agora conta com 56 rebocadores próprios e, até o fim do ano, incorporará mais um rebocador azimutal”, ressaltou o proprietário.

FUTURO
Segundo o empresário, até 2020 estão previstos mais oito novas embarcações de 80 toneladas, que serão construídas pela Starnav, para elevar a frota a 43 rebocadores azimutais. “Além do mercado de Apoio Portuário, que vem experimentando sólido crescimento nos últimos anos, a Camorim também aposta na retomada do segmento de Apoio Offshore e acredito na entrada de novos operadores de exploração de petróleo para aumentar a demanda por novas embarcações de apoio”, concluiu.

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