Atletas de Niterói representam o Brasil no mundial de Handball de Areia

Em 2022, o Brasil busca o hexacampeonato mundial e terá dois representantes do Niterói Rugby para ajudar na conquista do título. Quem pensou na Copa do Mundo, em novembro, se enganou. Começa amanhã (21), na Grécia, o Campeonato Mundial de Handebol de Areia, e a Seleção Brasileira contará com a dupla Marcelo Tuller e Renan Carvalho do, Niterói Rugby, para defender a medalha de ouro.

Isso ocorre porque o Brasil é o atua campeão mundial, com cinco conquistas, sendo a última em 2018, na Rússia, no mesmo ano e local onde a Seleção Brasileira de futebol comandada por Tite foi derrotada para a Bélgica. Em 2020, a competição que acontece de dois em dois anos, e seria Pescara, na Itália, mas foi cancelada por causa da pandemia da Covid-19. Este ano, o mundial retorna na Grécia.

Nas redes sociais, os dois ressaltaram a ansiedade da estreia, além da vontade de entrar em quadra, assim como a satisfação de vestir a camisa da Seleção Brasileira. Mais experiente, o defensor Marcelo possui 50 partidas internacionais pelo Brasil, enquanto Renan jogou 20 vezes, mas marcou 70 gols.

“É uma coisa que não tem muito como explicar mesmo, um sentimento que a gente só consegue sentir e extravasar dentro de quadra. Parece simples, mas não é. O que a gente consegue resumir é, uma sensação surreal de entrar em quadra com a camisa tão pesada como a do Brasil. Fazemos para representar bem o país, e as pessoas que gostam e torcem para gente sempre” disse Marcelo Tuller para A TRIBUNA.

Marcelo representando a Seleção Brasileira – Reprodução

O defensor ainda destacou que tanto ele, quanto seu companheiro no Niterói Rugby, Renan Carvalho, estão no mundial por causa do clube. Por isso, ele revelou que sempre leva uma camisa do Niterói para as competições.

“Gostamos muito do que fazemos, pois trabalhamos o dia todo e a noite vamos treinar. Temos o prazer em estar lá e temos muitos amigos dentro do clube. Ou seja, além de ser um momento de seriedade e compromisso, também é onde encontramos nossos amigos para praticar o esporte que a gente tanto ama. Então repercute no quão importante é estar aqui representando o clube e a cidade. Estamos aqui primeiramente por conta do clube, tanto que em todas as competições levo uma camisa do clube”, ressaltou.

Marcelo e Renan na conquista do Centro Sul-Americano pelo Niterói Rugby, em março – Reprodução

O Brasil está no Grupo D, junto com Portugal, Catar e Nova Zelândia. A estreia será contra o time catari, hoje (21), às 3h50. Mais tarde, no mesmo dia, os brasileiros enfrentam os neozelandeses, às 6h50. O encontro com Portugal ocorre amanhã (22), às 6h50.

Os três primeiros se classificam para um outro grupo, onde será disputado um hexagonal entre as seleções, que define os classificados para as quartas de finais. Esta fase mata-mata acontece no sábado (25), com a grande final no domingo (26). Os jogos terão transmissão, sempre divulgada pela organização do evento. Marcelo Tuller afirmou que por causa do histórico, o Brasil chega como favorito. Porém, para ele, a equipe ainda deve encontrar entrosamento ao longo da competição.

“Sabemos que favoritismo no esporte não conta muito, importante é dentro da quadra. Mas chegamos na competição um pouco diferente das outras edições. Não tivemos treinamento para essa competição e a confederação passa por problemas financeiros, (…) acabamos não nos reunindo para treinar, somente cada um no seu clube. Contudo, entendemos que é uma situação superável por ser uma competição longa e com bastante jogos. Vamos encontrar o entrosamento e se tudo der certo vamos sair com mais um título mundial aqui da Grécia”, afirmou antes de completar com o balanço sobre o grupo no mundial, e das outras favoritas.

“O Brasil caiu num grupo relativamente forte. O Qatar, que fazemos nossa estreia, é uma equipe bem experiente e está no top-4 mundial. Vai ser uma estreia difícil. Depois é a Nova Zelândia, que sempre está nos mundiais, mas não tem tanta tradição. Entretanto, contra o Brasil todo mundo quer ganhar e jogar bem. E por último, Portugal, que está aparecendo bem no cenário mundial. O esporte vem crescendo bastante lá, e é uma equipe que não tem tanta rodagem, mas tem ótimos jogadores. Será um jogo diferente e que tudo pode acontecer”.

“As equipes que normalmente tem força pra chegar nas fases finais são: Croácia, Dinamarca, Espanha e Catar. Portugal, Argentina, Noruega, Irã e talvez a Grécia, por jogar em casa, podem surpreender, apesar de possuir menos tradição no masculino” ressaltou.

Desde 2017 com a Seleção Brasileira, Marcelo Tuller vem dando. Todas as vezes e quem competiu, venceu. Por isso, para ele, o Brasil é o time a ser batido. Mas por ser a primeira competição mundial depois da pandemia, isso deve influenciar no desempenho das equipes. O defensor falou que a mescla de juventude e experiência da equipe brasileira pode ser um diferencial.

“Temos um grupo bem experiente e multicampeão. Mesclado com alguns atletas novos, que jogam a primeira vez, e isso é um ponto que pode ser um diferencial. Temos caras novas onde poucos conhecem, mas que são caras fora de série, que vão manter o nível dos atletas das outras competições. Então essa mescla é uma coisa que pode ser o diferencial”, concluiu.

Foto: RENAN durante a preparação da Seleção Brasileira, na praia de Icaraí, em Niterói – Reprodução

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