Atletas de Maricá e São Gonçalo são ouro no atletismo do Meeting Paralímpico

Naiara Ramalho leva a medalha no lançamento de peso e Bruno Marins ficou em primeiro nos 100 e 200 metros rasos

Definitivamente, Naiara Ramalho e Bruno Marins são os nomes do Leste Fluminense no atletismo paralímpico nacional. Isso porque ambos conquistaram neste sábado (16) duas medalhas de ouro no Meeting Paralímpico Loterias Caixa, realizado no Centro de Educação Física Adalberto Nunes (CEFAN), da Marinha do Brasil, localizado na Avenida Brasil, na altura da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Naiara, que mora em Maricá, conquistou o ouro no arremesso de peso e no lançamento de dardo, ambos pela classe F46, destinada a quem tem não tem parcial ou totalmente um dos membros superiores, como braços e mãos. Já Bruno, morador de São Gonçalo foi o primeiro colocado nos 100 e 200 metros rasos na T37, para quem teve os membros superiores (braços e mãos) amputados ou com deficiência desde nascença.

Melhor marca da vida mais uma vez

Naiara Ramalho celebra os dois ouros conquistados no Meeting Paralímpico. Foto: Divulgação

Há quase um mês, Naiara já tinha conseguido a melhor marca da vida no arremesso ao conseguir 5m92 nas Paralimpíadas Universitárias, conquistando a prata na ocasião. Desta vez, ela atingiu 6m02, superando o seu antigo recorde pessoal. Em relação ao lançamento do dardo, ela fez 13m74, abaixo dos 16m36 da competição anterior, mas o suficiente para garantir o ouro.

A moradora de Maricá segue lutando com as dores no ombro e para participar do Meeting revelou que teve que fazer uma preparação especial de fortalecimento muscular com um ortopedista. Além disso, sempre colocava gelo no local após os treinos. Questionada sobre as dores, a atleta admite que o incômodo permanece, “mas não como antes”, e que vai fazer fisioterapia após os ouros conquistados hoje.

“Estou fazendo exercícios de fortalecimento como o ortopedista indicou, mas, infelizmente, é conviver com a dor até conseguir fazer fisioterapia. Colocar gelo sempre depois dos treinos ajudou demais. O técnico Claudemir Santos, junto com a comissão técnica, estão sendo extremamente cuidadosos nesse quesito para que eu não tenha uma lesão. Agora, com o fim do Meeting, vou poder parar pra fazer fisioterapia. Até o técnico me mandou ir para o tratamento. Estou lascada, não tem jeito (risos)”, diverte-se Naiara, que acrescenta ter como meta arremessar 9 metros no peso.

“É ambicioso? Talvez. Mas não é impossível. Acredito no meu potencial e no trabalho feito pelo Claudemir Santos”, declarou.

Ajustes para correr mais rápido

Bruno Marins com os ouros conquistados nos 100 e 200 metros da classe T37. Foto: Divulgação

O gonçalense Bruno Marins levou o ouro nos 100 metros com o tempo de 11s25 e nos 200 com 23s30. O velocista declarou estar feliz com as marcas obtidas, mas já pensa na próxima etapa do Meeting, que será em fevereiro, para continuar abaixando mais os tempos. Por isso, ele pretende fazer “uma pré-temporada muito boa” para fazer alguns “ajustes” nos treinamentos.

“Agora é fazer trabalhos específicos para cada modalidade. Para os 100 metros é fazer movimentos mais rápidos para os tiros, principalmente com treinos de velocidade para 30, 40 e 50 metros,. E para os 200, é ampliar os treinos de resistência da velocidade, extraindo mais força do meu corpo”, detalhou Bruno, que fez questão de agradecer ao jornal A Tribuna pela cobertura do Meeting Paralímpico Loterias Caixa.

“Quero deixar registrado meu agradecimento por A Tribuna fazer matérias divulgando o nosso esporte, pois nós, atletas paralímpicos, precisamos muito desse tipo de apoio”, falou Bruno em tom de agradecimento.

Ambos os atletas fazem parte do Projeto Paralímpico, que é uma parceria entre as Loterias Caixa e a Marinha do Brasil. O local da competição deste sábado, o Cefan, também é o local onde os dois treinam pelo técnico da iniciativa, o Paraprolim, Claudemir Santos.

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