Atleta campeã do MMA Kids é motivo de orgulho para lutadoras do UFC

Wellington Serrano

A atleta niteroiense do MMA Kids, Cecília Pereira, de apenas, aos 12 anos, campeã no mundial de jiu-jitsu em Deodoro em 2019, de box no Panamericano e de muay thay no 9° Estadual de Muay Thai e Kickboxing de Nova Iguaçu, concedeu entrevista para equipe de A TRIBUNA na última quinta-feira (30). Ela falou sobre sua idolatria pelas lutadoras Priscila Cachoeira, a Pedrita, e Jéssica Andrade, mais conhecida como Bate Estaca, que influenciam o início de sua carreira e ainda revelou que Pedrida, lutadora de MMA, é a atleta que mais a inspira na atualidade.

Pedrita e Cecília Pereira


“Eu sou uma fã entusiasmada (da Jéssica Bate Estaca). E, agora, no meu mundo de luta, eu realmente gosto da lutadora Pedrita. Ela é a pessoa que eu mais admiro no esporte”, disse a pequena lutadora, que é atleta da “Parana Vale Tudo”, e treina no Centro Pró Cubango.
Segundo o pai de Cecília, Uires Gomes, de 47 anos, ela treina desde os 9 anos e sempre foi dedicada.
“Graças as doações como, luvas, caneleiras e kimonos que recebemos tanto da Jéssica como da Pedrita, e o patrocínio da Auto Peças Wez, minha filha está agarrando as oportunidades e vem evoluindo muito bem”, disse.
Apesar do destaque da pequena notável, Uires disse que sua filha precisa de mais patrocínios para a dura rotina de viagens.
“A Secretaria de Esportes de Niterói nos ajuda, mas no entanto, os recursos ainda são curtos para pagar as inscrições das competições (que chegam a custar R$ 150,00), as passagens e hotel, em um momento em que ela está sendo federada e terá que tirar o passaporte”, ressaltou o pai da lutadora.
Humilde, Cecília também destacou o apoio do professor Marcos Vinicius, o Sorriso, e do treinador Giliardi Paraná.
“Eles são os responsável por minhas vitórias. Acho que a gente aprende não só quando se apaixona pelo assunto, mas pelo que a gente está treinando quando o professor ensina”, comentou Cecília.
Para Jéssica Bate Estaca, campeã no UFC Rio, é muito bom ter esse reconhecimento.
“Lancei ela para 50 mil pessoas em um evento de UFC que realizei nos EUA. Ela é muito boa e tem talento. Isso me motiva também. São os fãs de MMA e exemplos como a da Cecília que me cativam. Então, isso é uma motivação a mais para melhorar cada vez mais, e isso só agrega para minhas lutas de MMA”, declarou Jéssica.
Jéssica pretende voltar à ação neste primeiro trimestre de 2020. A brasileira afirmou que está de olho em nomes como Michelle Waterson e Carla Esparza como prováveis adversárias para retornar à coluna das vitórias no Ultimate.
Já Pedrita, de 31 anos, ao ser perguntada como é ser uma inspiração na carreira de uma menina de apenas 12 anos, disse que quando decidiu lutar foi através de influências de muitos fãs e crianças.
Minhas vitórias são para eles. Quero mostrar que eles (os fãs e as crianças) são capazes de chegar lá também. Lutar para mim é uma questão de honra e é muito gratificante”, afirmou Pedrita, que está treinando para começar a escrever a sua história no octógono. A lutadora assinou contrato para lutar com Shana Dobson no dia 22 de fevereiro, no UFC Auckland, na Nova Zelândia.

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