Ativista pelos Direitos Humanos conta em livro experiência do holocausto

“O moinho: revisitando a minha história”, escrito por Rolande Rozen Paule Fichberg, com organização de pesquisa feita por Sofia Débora Levy, foi lançado no Reserva Cultural de Niterói. Nesse segundo livro, Roland trata do antes e do depois da Segunda Guerra Mundial, fala da imigração de parte da sua família e de sua naturalização como brasileira. Em sua pesquisa, que contou com a professora e doutora Sofia, que é psicóloga, estudiosa do Holocausto e diretora do Memorial às Vítimas do Holocausto, a autora voltou aos locais de sua infância e buscou documentos para os relatos contados pela sua mãe.

“Levei dez anos pesquisando as histórias contadas por mamãe. Estive na França, na Suíça, em Israel, Canadá e Estados Unidos. Investigamos os fatos, ouvimos pessoas, juntamos documentação. Foi um processo produtivo, mas também doloroso. A Sofia é especialista na questão do Holocausto e foi fundamental para a existência do livro”, conta Roland.

Em “O moinho”, Fichberg fala da sobrevivência ao Holocausto Judeu, da fuga do nazifascismo na Europa, das migrações forçadas, separações familiares e perdas. E segue com os reencontros após o fim da guerra, as dificuldades de adaptação em terras até então estranhas e a vida no Brasil com os pais e a irmã. O moinho, que dá nome à obra, além de campo de refugiados localizado em Villeneuve-de-Rivière, no sul da França, remete à roda da vida, em constante movimento e “a esperança de dias melhores, sem preconceitos ou perseguições”. Deborah Rozen Santos é sobrinha de Rolande e também colaborou muito na pesquisa iconográfica familiar.

Rolande, que nasceu na Bélgica e chegou ao Brasil com 7 anos de idade, em 1947, é uma das principais organizadoras da Sessão Solene anual, realizada pela Câmara de Vereadores, em memória aos mais de seis milhões de judeus mortos pelos soldados alemães.

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