Atividade física do jeito certo e com profissional certo

Raquel Morais –

Nesta sexta-feira (01) é comemorado o Dia do Profissional de Educação Física e, apesar da crise política e econômica que assola o país, ficou em quinto lugar do curso mais procurado no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação. A carreira do educador físico vai muito além de trabalhar em escolas, eles se dedicam à saúde da população, seja em academias, hotéis, hospitais e empresas de grande porte. Dados do Conselho Federal de Educação Física (Confef) apontam que existem mais de 400 mil profissionais em todo o país.

Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, o curso está entre as carreiras de nível superior que mais geram postos de trabalho no Brasil, sendo a 11ª profissão com o maior número de novas vagas no período entre 2009 e 2012. No intervalo, foram criados 6.848 novos postos de trabalho.
O educador físico Leonardo Lemos, de 39 anos, é formado há 15 e percebe uma mudança no comportamento de quem procura seus serviços. Ele também explicou que a área de atuação é muito extensa. “Essa profissão é linda, bem abrangente com muitos segmentos. Hoje em dia o profissional só morre de fome se não quiser trabalhar. Temos que ter muito cuidado com o que ensinamos, pois trabalhamos com a saúde das pessoas. O cuidado com o corpo e a estética estão ligados e dependem do objetivo pessoal de cada um”, explicou o profissional, que trabalha como personal trainner na Performance Assessoria Esportiva, com ciclismo de academia e estrada, corrida de rua e triatlon.

Todo o positivismo esbarra ainda na inatividade física dos brasileiros. De acordo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, em parceria com o Ministério do Esporte, entre setembro de 2014 e de 2015, os jovens e adultos com 15 anos ou mais que não praticavam qualquer tipo de esporte ou atividade física representavam 122,9 milhões de pessoas, o equivalente a 76% da população de 161,8 milhões de brasileiros nesta faixa etária.

“O combate à inatividade física requer uma conscientização da sociedade. Além disso, defendemos que o exercício físico deve ser orientado por profissional de Educação Física por uma questão de segurança, qualidade e, principalmente, motivacional”, explicou Jorge Steinhilber, presidente do Confef.

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