Assassinato de Marielle: suspeito é preso pela 82ª DP

Agentes da equipe de investigação da 82ª DP (Maricá) prenderam, na manhã de ontem, em Guapimirim, Baixada Fluminense, o ex-policial Renato Nascimento Santos, conhecido como Renatinho Problema, que possuía Mandado de Prisão expedido pela Justiça, por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, atentado que ocorreu em março desse ano. Renato é suspeito de integrar uma milícia e possuia dos Mandados de Prisão por homicídios e outro por porte ilegal de arma. Um outro ex-policial, que não teve o nome revelado, e que acompanhava Renato, também foi preso por porte ilegal de arma. “Temos a prisão de um miliciano da quadrilha de Orlando de Curicica. Quanto ao envolvimento na morte de Marielle, isso ficará a cargo da Divisão de Homicídios apurar”, resumiu a titular da 82ª DP, delegada Carla Tavares.

O atentado que resultou na morte de Marielle ocorreu há mais de 9 meses, no dia 14 de março, quando policiais passaram a montar um intricado “quebra-cabeças” para buscar a elucidação do crime. Em julho a Justiça decretou a prisão de mais dois suspeitos, além do ex-PM Alan de Morais Nogueira. Os Mandados foram expedidos contra William da Silva Sant’Anna, o William Negão, e Renato Nascimento dos Santos, o Renatinho Problema, este último localizado e preso na manhã de ontem. Todos são apontados por envolvimento com a milícia da Zona Oeste do Rio. Orlando de Oliveira Araújo, o Orlando de Curicica, foi preso em Mossoró, Rio Grande do Norte.

O vereador Marcello Siciliano (PHS-RJ), investigado no inquérito que apura o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em abril deste ano, pediu no último dia 15 a federalização do caso e maior transparência nas investigações. Ele disse que a federalização é um ato que deve ser solicitado pela Procuradoria Geral da República (PGR).

Siciliano negou seu envolvimento na morte de Marielle Franco, de quem se disse muito amigo, e lembrou que quando ocorreu a primeira denúncia, ele se mostrou à disposição da Justiça. Passados nove meses do crime, o vereador disse que permanecia à disposição das autoridades.

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