Assassinas cruéis têm direito à ‘saidinha’ de presídio

Os hediondos crimes cometidos pelas três favorecidas do benefício prisional da saída temporária, em muitos países do mundo são passíveis de pena de morte ou prisão perpétua. Em nosso país, no entanto, a legislação não prevê esses tipos de medidas punitivas, e a própria Constituição Federal, em cláusula considerada imutável, proíbe sua existência, a qualquer tempo.

Contudo, há crimes que causam grande comoção social, gerando imensa repulsa a quem os comete, tornando seus eventuais arrependimentos ineficazes aos olhos da sociedade. E até mesmo a soltura, pelo cumprimento integral de suas penas, torna-se motivo de revolta para a maior parte da população, que não consegue perdoar os criminosos.

Três condenadas por crimes de repercussão nacional deixaram, nesta terça-feira (18), a Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, interior de São Paulo, para a primeira “saidinha” de 2021. São elas Suzane Von Richthofen, condenada por matar os pais em 2020; Elize Matsunaga, acusada de ter esquartejado o marido; e Anna Carolina Jatobá, que cumpre pena por matar a enteada Isabela Nardoni.

Richthofen foi a primeira a deixar a unidade. Ela estava usando máscara e saiu da P1 feminina, por volta de 8h25, se encontrou com uma mulher e correu, para não dar declarações à imprensa. Ela está em regime semiaberto desde outubro de 2015 e sua primeira “saidinha” aconteceu na Páscoa de 2016.

Na sequência, Matsunaga e Jatobá deixaram, respectivamente, a unidade penitenciária. Assim como Suzane, elas também têm direito às saídas temporárias, previstas no regime semiaberto. As “saidinhas” costumam acontecer em datas específicas, como o Dia das Crianças e Dia das Mães, além de festas de fim de ano. As detentas têm direito a 35 dias fora da penitenciária.

Cabe lembrar que, em 2020, por conta da pandemia do coronavírus, o benefício foi concedido somente uma vez. Presos em regime semiaberto no Estado de São Paulo tiveram 15 dias de saída temporária de Natal e Ano Novo, cinco a mais do que em anos anteriores.

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