Artesanato de Niterói está em alta

Sucesso na entrega da Carteira Nacional do Artesão, parte de uma ação de cadastramento da Casa do Artesão e da Secretaria de Estado de Turismo do Rio de Janeiro (Setur-RJ/TurisRio) para certificar 30 modalidades de artesanato em todo o Estado e na participação das Feiras dos Hortos do Fonseca e Barreto, definitivamente o artesanato de Niterói está em alta. Popularidade e vendas que estão surpreendendo a todos no município e alegrando os representantes da categoria.

Os expositores que trabalham na cidade disseram que o público comparece cada vez mais em peso aos estandes de artesanato montados nas feiras que, segundo eles, ficam muito bem localizadas.

A artesã Zulmira Oliveira, de 50 anos, trabalha desde os 6 anos com crochê. Entre as linhas e agulhas ela consegue ajudar no sustento da sua família. “Faço bolsas, vestidos, utensílios para casa e tudo que o crochê me permite. Estou muito contente em depois de anos ter esse reconhecimento”, contou.

A colega de profissão Mariza Catarino, de 70 anos, descobriu o artesanato depois da aposentadoria e a paixão foi à primeira vista. “Vi uma amiga fazendo fuxico e me encantei. Hoje o fuxico é minha distração e também um complemento da minha renda”, declarou.

Segundo Claudia Azevedo, de 55 anos, coordenadora da Casa do Artesão de Niterói, atualmente as 2.800 pessoas cadastradas no projeto são estruturadas e capacitadas tecnicamente para o fortalecimento do artesão na cidade. “Através da Secretaria de Fazenda vamos criar também a nossa carteira municipal. A valorização do artesanato hoje é muito importante porque para além de arte e cultura, dentro dos talentos diversificados que encontramos, o artesanato também, devido a esse momento de crise financeira, é uma geração de renda”, destacou a coordenadora.

Conforme ela, para que o artesanato continue a crescer no município o objetivo é a qualificação deste profissional. “Por isso criamos um convênio, através da Secretaria de Fazenda, com o Sebrae e estamos levando palestras, oficinas e cursos para os artesãos como o que acontece no dia 12 de novembro, com dois temas sobre o empreendedorismo: Como Agregar Valor ao Seu Produto e atendimento de Qualidade”, destacou Claudia.

Ela destaca ainda a parceria com a Subsecretaria de Ciência e Tecnologia para oferecer curso de informática de graça para os artesãos a partir de janeiro. “Serão três meses de curso básico e eles terão também aulas na área de marketing nas redes sociais para que os artesãos descubram um outro mecanismo de venda para seus produtos”, realçou.

Em novembro, através de uma parceria com a Secretaria de Saúde, haverá também um curso de gastronomia para a qualificação dos artesãos.

FEIRAS
Desde que assumiu a Casa do Artesão, há um ano, Claudia procura avançar com a participação dos artesãos nas feiras da cidade. “Quando assumimos haviam as tradicionais feiras no Campo de São Bento, em Icaraí, todo fim de semana, e da orla de São Francisco, que é todo segundo domingo de cada mês. Com apoio do prefeito Rodrigo Neves, através de decreto, estamos expandindo as feiras e já temos 15 institucionalizadas, que deverão ser ocupadas”, afirmou a coordenadora.
Hoje, a Casa do Artesão conta com espaços garantidos nas Praças Getúlio Vargas e Cesar Tinoco, no Ingá, na Região Oceânica, que terá no próximo dia 26 sua primeira feira na Praça do Descobrimento, em Piratininga, e também nos hortos do Fonseca (receberá evento no próximo mês) e no Barreto, que é a próxima meta.

Claudia também vem visitando as instituições como a Apae e Pestalozzi para implantar a feira social. “É para as crianças e jovens. As oficinas de artesanato têm uma programação especial para atendê-las em múltiplas necessidades”, disse ela que, através do apoio do secretário municipal de Cultura, Victor de Wolf, vai colocar os artesãos no calendário de eventos da cidade.

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