Arrombamento de lojas na mira da segurança pública em Niterói

Os frequentes arrombamentos de lojas no Centro e em Icaraí fez a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL-Niterói) realizar uma reunião para discutir o que pode ser feito para diminuir esses prejuízos para os empresários de Niterói. O encontro virtual aconteceu com presença de representantes do comércio e da polícia civil e militar e o Conselho Comunitário de Segurança e o Observatório de Segurança vão realizar uma pesquisa detalhada para oficializar os dados e assim chegar a um diagnóstico para ser apresentado ao Ministério Público.

Além disso ficou decidido que o grupo irá esperar um posicionamento das secretariais de direitos humanos e da saúde, além de estimular os lojistas a registrarem a ocorrência dos crimes. “Em março de 2020, tivemos apenas nove registros de roubo de rua e nenhum roubo de veículo no bairro de Icaraí. Com a continuação do período da pandemia, houve um aumento da população de rua e muito furto de cabos. Nós entendemos que é necessário planejar uma ação com vários setores envolvidos, cada um no seu quadrado, mas colocando equipes da secretaria de assistência social à frente para analisar caso à caso e trabalhar essas pessoas”, comentou Dr. Cláudio Ottero. delegado titular da 77ª DP (Icaraí).

De acordo com a CDL-Niterói, assim como em outras cidades, a pandemia trouxe para Niterói um aumento significativo da população de rua e com isso, maior número de furtos na área. Lembrando que eles estão identificados como pessoas portadoras de doença mental, dependentes químicos, pessoas com problemas financeiros sem ter aonde morar, pedintes e, inclusive, moradores de outros municípios e até de outros países.

O comandante do 12º BPM (Niterói), coronel Sylvio Guerra comentou que mudou o tipo de abordagem incluindo os moradores de rua. “Em 2019 o problema era outro. Nós chegamos ao patamar de primeiro lugar no Estado com menos índice de furto na área do doze. Na situação atual, mudei meu policiamento e conseguimos voltar a realizar a ação de abordagem aos moradores de rua. Os policiais têm feito abordagem sim e estamos fazendo prisões relacionadas a isso mas Dr. Cláudio, por exemplo, sabe da dificuldade de manter essas pessoas presas. É feito o flagrante, a delegacia faz o registro mas todos são liberados imediatamente após a audiência de custódia pois não há a interpretação da justiça de ‘grave ameaça’ por parte dos citados”, contou.

O secretário municipal de assistência social, Wilde Dorian, também participou da reunião e comentou os casos dos arrombamentos na cidade. “Dependentes químicos e portadores de doenças mentais não seguem as regras do local e eles precisam aderir ao serviço por livre e espontânea vontade; o que não acontece com esse grupo”, resumiu.

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