Arrastão: Vídeo mostra motoristas fugindo pela contramão na Estrada Velha de Itaipu

O caso aconteceu na semana passada, mas só agora as imagens foram divulgadas

Câmeras de segurança do Condomínio Residencial Reserva Natural, que fica no bairro Maceió, flagraram, na manhã da última quarta-feira (4), um arrastão na Estrada Pacheco de Carvalho, popularmente conhecida como Estrada Velha de Itaipu. Nas imagens, é possível identificar cerca de 30 veículos retornando perigosamente pela contramão para tentar escapar da ação dos bandidos.

Reportagem de A TRIBUNA esteve no local para conversar com os moradores do condomínio que presenciaram a ação. Segundo seus relatos, arrastões, roubos e assaltos começaram a ocorrer na região a partir de 2018, tendo se intensificado após inauguração do túnel Charitas-Cafubá.

As ocorrências acontecem nos mais variados horários, o que faz da via um lugar inseguro para o trânsito a qualquer hora do dia. O arrastão da última quarta-feira (4), por exemplo, aconteceu por voltas das 9h. Segundo relato de um funcionário do condomínio que pediu para não ser identificado, “contando com o episódio do dia 4, esse já é o quinto arrastão que vejo acontecer desde que trabalho aqui”. O funcionário explica que geralmente os bandidos atravessam o carro fechando a via, obrigando os veículos que estão descendo a estrada a pararem.

“Eles [bandidos] rendem os motoristas, roubam seus pertences e depois fogem subindo pela contramão. Inclusive, no arrastão da última quarta-feira, um motorista que abandonou seu veículo e saiu correndo para escapar dos bandidos, ao retornar ao local momentos depois, encontrou seu carro parado no mesmo lugar. Ou seja, os bandidos estão atrás dos pertences dos motoristas”, esclarece o funcionário.

Uma moradora do condomínio que também pediu para não ter sua identidade revelada, conta que no caso dela, quando se aproximava da entrada do condomínio, ela e o marido avistaram um homem armado com um fuzil às margens da Estrada, na entrada de um condomínio vizinho ao seu.

“Quando estávamos chegando no condomínio, nós visualizamos um cara armado com um fuzil. Ele estava parado, mais adiante, daí meu esposo comentou ‘nossa, tem um cara parado ali com um fuzil’. Então ele resolveu parar o carro na entrada do condomínio vizinho que estava à nossa frente para não passar pelo bandido. Nós pedimos socorro e o segurança nos deixou entrar. O veículo que vinha atrás foi abordado pelo homem. Levaram o carro, celular, carteira, tudo. Isso aconteceu há cerca de dois anos”, esclarece a moradora.

O funcionário relembra outro caso que causou pânico no condomínio. Segundo ele, certa vez, dois homens numa moto abordaram um morador que chegava ao condomínio, também de moto. “Eles renderam o morador, que ficou bastante calmo e não reagiu. Mesmo assim os bandidos dispararam um tiro para o alto que acabou atingindo a varanda de um apartamento. Por sorte o morador do imóvel não se encontrava na varanda naquele momento, mas ele ficou muito desesperado”, esclarece o funcionário.

A moradora que conversou com nossa reportagem destaca que a situação piorou bastante após o patrulhamento que era realizado pelo programa Niterói Presente ter deixado de atuar na região. Ela também explica que a iluminação precária da via tem contribuído para o crescente número de casos. Por fim, ela afirma que, apesar dos inúmeros casos de arrastões e roubos ocorridos em frente ao condomínio, até hoje a polícia sequer solicitou as imagens das câmeras de segurança do local para tentar ajudar nas investigações, bem como não ouviu o depoimento de nenhuma das testemunhas que vivem ou trabalham no residencial.

De acordo com Setor de Roubos e Furtos da Polícias Civil, alguns suspeitos já foram identificados

Em resposta à nossa reportagem, a Polícia Civil esclarece que o setor de roubos e furtos vem trabalhando na identificação dos bandidos que atuam na região. Ainda de acordo com a polícia, alguns suspeitos já foram identificados e já tiveram seus mandados de prisão solicitados à justiça. O setor de roubos e furtos afirma que irá intensificar o trabalho de inteligência nas comunidades vizinhas da região a fim de identificar o restante da quadrilha.

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