Arrastão do Bem da PM de volta à Zona Sul

Augusto Aguiar –

Após percorrer o bairro de Santa Rosa, na Zona Sul de Niterói, Maricá, passar pelo Fonseca, na Zona Norte, e finalmente pela na Avenida Central, na Região Oceânica, o “Arrastão do Bem” do 12º BPM (Niterói) agora se prepara para ouvir as demandas de Jurujuba nos próximos dias. Implementado pelo comandante do Batalhão de Niterói, tenente-coronel Márcio Guimarães, e colocado em prática com sucesso na área do 28º BPM (Volta Redonda), onde já havia comandado a tropa, a iniciativa se tornou uma importante ferramenta para ouvir as principais e diferentes demandas da área de segurança em meio à diversidade do município.

Por intermédio de um questionário, no qual vários segmentos da população expõem aos policiais os principais problemas enfrentados na segurança diariamente, o 12 º BPM passa a ter uma espécie de diagnóstico de cada localidade e a melhor forma de atuar no trabalho de prevenção e repressão. Em Santa Rosa, o batalhão ouviu muitas sugestões e informes sobre a ação de criminosos, apontados pela incidência da prática de roubos a transeuntes e a estabelecimentos comerciais, que chegou a ter níveis alarmantes, há cerca de dois meses.

Em Maricá os policiais da 6ª Cia do 12º BPM, também partiram para as ruas ouvindo a população como um todo, ouvindo queixas e demandas e comerciantes e moradores da região, que também se queixaram, entre outros, da incidência de roubos. Na Zona Norte, segundo o próprio comandante do batalhão, as demandas são mais graves, relacionadas – além dos roubos a transeuntes e estabelecimentos – com uma violenta disputa de facções rivais pelo controle do tráfico numa região cercada por várias comunidades.

Em Santa Rosa, cerca de 60 policiais participaram da ação, média que foi mantida nas demais edições do projeto. Para Jurujuba, possivelmente entre as principais demandas estará a presença de traficantes, a maioria oriunda da comunidade vizinha do Preventório e que estariam assustando os moradores da antiga e pacata localidade, composta predominantemente por colônias de pescadores. A presença de traficantes que tentam estabelecer bases no local já resultou em ocorrências de confronto e até homicídio.

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