Arquidiocese de Niterói autoriza reabertura gradual das igrejas

A Arquidiocese de Niterói divulgou um decreto de reabertura gradual das igrejas que passa a valer hoje (1º de julho), mediante algumas regras que deverão ser seguidas. Entre as diretrizes estão o uso obrigatório de máscaras, higienização de microfones e instrumentos compartilhados, além da proibição de materiais impressos (folhetos e livros cânticos por exemplo) e proibição da entrada de pessoas com febre ou gripes e resfriados, ou qualquer sintoma do coronavírus.

Ainda será obrigatória a disponibilização do álcool gel na entrada e na secretaria, nos bancos o afastamento deverá ser marcado e uma distância mínima de 1,5 m de uma pessoa para a outra. No chão também deverá ter marcação para o momento da comunhão. Para o momento do ofertório duas cestas deverão ser colocadas em lugares específicos e não poderá passar entre os bancos. O abraço ou cumprimento de mãos na ‘Paz de Cristo’ também estará proibido, assim como no momento da oração do Pai Nosso. A comunhão deverá ser oferecida somente nas mãos dos fiéis e o uso do ar-condicionado não é recomendado.

O arcebispo metropolitano de Niterói, José Francisco Rezende Dias, explicou em nota que, tendo em vista os 14 municípios que compõem este território, as reaberturas serão em tempos diferentes. A flexibilização estabelecida pelas autoridades civis poderá permitir a reabertura das igrejas e templos, no entanto, isto não significará, no futuro imediato, como sabemos, normalização das atividades. Portanto, o acesso permanecerá restrito, de acordo com a definição da autoridade religiosa, tanto no que diz respeito a horários, quanto à circulação de pessoas no espaço físico das igrejas e capelas.

“Assim sendo, e considerando a permissão local para a reabertura, bem como as determinações especificadas nos decretos municipais, a serem devidamente acolhidas por todos, adianto aqui algumas orientações, que passam a valer para todas as paróquias e comunidades, no momento em que se tenha a autorização para o funcionamento”, contou.

O padre Marcelo José, vigário paroquial da Igreja Nossa Senhora das Dores, no Ingá, explicou que as missas serão abreviadas: menos cânticos e músicas para não ficarmos num ambiente fechado por muito tempo. Além disso poderão entrar no máximo 100 pessoas através da distribuição de senhas.

“Depois de alguns bons meses, a igreja retorna dia primeiro de julho, para dar oportunidade ao povo de Deus de participar da Santa Missa no templo. A expectativa é de muita alegria, pois as pessoas estão sentindo, principalmente, a falta da Eucaristia. Nunca, na história da Igreja tivemos um momento como esse: de celebrarmos sem o povo de Deus (âmbito mundial). Veja com seu pároco como ele organizou a sua participação. Na entrada da igreja teremos um tapete sanitizante que possa evitar que fungos, bactérias, vírus e outros microrganismos nocivos à saúde se proliferem dentro da igreja. Pede-se para as pessoas de mais idade e de risco não venham participar da santa Missa, pois essas pessoas precisam ser resguardadas, por causa da pandemia. Lembremos da participação desses fiéis pelos meios de comunicação, ou seja, estão dispensadas da obrigação da santa missa, neste momento de pandemia”, afirmou.

POSICIONAMENTO DOS MUNICÍPIOS

A Prefeitura de Niterói informou que desde o dia 22 de junho, os templos religiosos estão autorizados a abrir suas portas para atividades presenciais com 25% de ocupação dos assentos e com as regras de distanciamento social. Em São Gonçalo está autorizado o funcionamento desde dia 17 deste mês. Segundo nota da Prefeitura de Itaboraí, as celebrações estão permitidas seguindo as restrições necessárias além de seguir rigorosamente as regras da Vigilância Sanitária em termos de higiene e distanciamento social. Já as prefeituras de Maricá e Rio Bonito não responderam sobre o funcionamento das igrejas e templos religiosos até o fechamento dessa edição.

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