Apresentação do Escritório Social de Niterói

Na última sexta-feira o Solar do Jambeiro, no Ingá, foi palco de mais um evento importante da Prefeitura de Niterói: a apresentação do Escritório Social de Niterói. O espaço será inaugurado em fevereiro de 2020, vai funcionar no terceiro andar do Terminal Rodoviário João Goulart, no Centro, e terá 10 salas multidisciplinares. O objetivo do espaço será dar suporte e orientação para ex-detentos e seus familiares.

O gerente do projeto, Anderson Pipico (PT), disse que vão trabalhar no local representantes de esferas públicas como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Tribunal de Justiça (TJ-RJ), Defensoria Pública da União além, de assistentes sociais e representantes da Prefeitura de Niterói. O escritório funcionará integrado ao aplicativo, que será lançado, Justiça Presente, que justamente vai facilitar informações para ajudar o público-alvo, até mesmo com oferta de trabalho.

O lançamento do Escritório Social é parte das ações do Pacto Niterói Contra Violência, organizado em quatro eixos: Policiamento e Justiça, Eixo e Convivência Engajamento, Ação Territorial Integrada e Prevenção. “O local escolhido foi para facilitar o acesso de todas as pessoas em um espaço neutro e que não tenha conflitos. A abordagem tem que ser mais holística e mais integrada em relação a segurança pública e não tem como fazer essa segurança sem focar também na questão carcerária. Reforço de policiamento estamos falando das consequências e não das causas problemáticas da violência na cidade. Esse programa quer trabalhar em cima disso e tem uma sensibilidade extraordinária”, contou o prefeito Rodrigo Neves.

O prefeito ressaltou também que em todo o Rio de Janeiro são 52 mil pessoas presas e somente em Niterói são dois mil. O Secretário Geral do CNJ, o desembargador Carlos Adamek, representou o presidente do CNJ, ministro Dias Toffoli, e reforçou a sensibilidade da prefeitura que apoiou o projeto. “Tenho certeza que o município será pioneiro e servirá de exemplo para recuperação de pessoas que enfrentam o sistema carcerário. Sob o olhar de muitas pessoas o motivo do encontro pode ser singelo mas é de grande relevância. É uma provação de direitos e isso não pode ser ignorado”, explicou.

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