Após megaoperação, Morro do Estado não registra novos tiroteios

Após uma semana inteira de confrontos, a Comunidade do Morro do Estado finalmente passou uma madrugada sem registros de confrontos, de quinta-feira (24) para sexta (25), segundo monitoramento feito pelo 12º BPM (Niterói). A “calmaria” ocorre horas após operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) no local, que terminou com 10 presos e um menor apreendido.

Nas horas que se sucederam após a ação, o batalhão não registrou novos confrontos entre traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP), que atualmente dominam o tráfico de drogas na região, e criminosos do Comando Vermelho (CV) que, no último final de semana, foram “expulsos” pela facção criminosa rival e tenta “reaver” o território.

O confronto bélico leva atmosfera de guerra à região. Militares do Batalhão de Ações com Cães (BAC), que apoiaram o BOPE na ação dessa quinta, libertaram uma família inteira, que estava sendo feita refém, em um imóvel, por sete bandidos do TCP, que foram presos. Com os criminosos, foram apreendidas duas pistolas, quatro granadas e farto material entorpecente. Ninguém ficou ferido.

Além disso, a Polícia Militar explicou que a operação foi feita justamente para tentar sufocar a disputa entre os grupos criminosos rivais. “O objetivo é intervir em disputa territorial entre grupos de criminosos rivais, intensificada com confrontos armados entre os criminosos nos últimos dias”, explicou a corporação.

Informações encaminhadas por meio do Disque Denúncia também são fundamentais para coibir a disputa entre os grupos criminosos. Após relatos, enviados por meio do serviço, policiais do BOPE renderam, em um imóvel, três indivíduos e apreenderam um adolescente. Com eles, foram apreendidos 2 fuzis 7.62 e 2 granadas, 16 carregadores, cartuchos e munições a serem contabilizados.

Soltura descartada

Circulou, após a operação, boato de que os quatro acusados, presos pelo BOPE, não poderiam permanecer presos, mesmo com armamento de guerra tendo sido encontrado com eles. O motivo seria uma determinação, atribuída ao Supremo Tribunal Federal (STF) de que os policiais não poderiam ter entrado no imóvel onde foi encontrado o bando.

No entanto, a Polícia Civil desmentiu essa informação. “Todos [estão] presos por associação ao tráfico de drogas e porte de arma”, esclareceu o delegado Luiz Henrique Marques Pereira, titular da 76ª DP (Niterói), que fez o registro das ocorrências referentes à operação.

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