Após isenção de ICMS, arroz e feijão seguem com alta nos preços

O arroz e o feijão passaram a ser isentos de cobrança do Imposto de Circulação sobre Mercadorias (ICMS) em todo o estado do Rio de Janeiro. A lei que estabeleceu essa mudança na tributação foi sancionada pelo governador Cláudio Castro (PSC) e publicada no Diário Oficial, no dia 3 de setembro. O texto também isentou de ICMS os serviços que envolvem o transporte estadual e intermunicipal dos dois produtos.

Antes dessa lei, a dupla favorita dos brasileiros pagava 7% de ICMS. Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE), de julho do ano passado a julho desse ano, o preço do arroz aumentou 37% e o preço do feijão preto, 18,46%.

O projeto que permitiu a isenção foi proposto pelo deputado Rosenverg Reis (MDB). Cláudio Castro afirmou, na época, que a renúncia do imposto vai cumprir o papel social. “A parcela que o estado deixará de arrecadar vai se transformar em economia para milhares de famílias, principalmente as mais vulneráveis”, afirmou o governador.

No entanto, o que se vê nas prateleiras dos supermercados de Niterói, quase 20 dias após o início da isenção, são preços idênticos aos que eram praticados anteriormente. Consumidores ouvidos por reportagem de A TRIBUNA, nessa segunda-feira (20), confirmam a informação e relatam que não perceberam mudanças nos preços praticados pelas principais redes de supermercado da cidade.

O aposentado Timóteo Pereira da Silva explica que “do início do mês para cá, o arroz e o feijão baixaram um pouquinho, pouca coisa mesmo.” O aposentado observa que os supermercados estão usando uma estratégia de oferecer uma determinada marca de produto por um preço mais barato, enquanto mantém os preços das marcas mais conhecidas com o preço mais elevado.

“Esse arroz aqui por exemplo, dessa marca que nunca ouvi falar, está custando mais barato, R$ 14,99 o pacote de 5kg, enquanto a marca que costumo comprar sempre, custa R$ 19,98. Quase cinco reais de diferença. O feijão a mesma coisa. Tem essa marca em promoção por R$ 5,99, o pacote de 1kg, mas o produto que costumo comprar está custando R$ 8,99. Pode parecer pouca diferença, mas quando juntamos tudo a diferença aparece”, explica o aposentado.

De fato, quando comparamos os preços em dois supermercados da cidade, uma na região central e outro na Região Oceânica, é possível notar que pouca coisa muda nos preços dos produtos. Enquanto o pacote de 5kg de arroz mais barato no supermercado no Centro da cidade custa R$ 14,99, no supermercado da Região Oceânica esse valor sobe para R$ 16,99. Já o mesmo pacote de 5kg do arroz mais caro, custa em torno de R$ 22,99 no Centro e R$ 26,99 na Região Oceânica.

O mesmo acontece com o preço do feijão. Enquanto o produto mais barato é vendido no supermercado do Centro por R$ 5,99, na Região Oceânica esse valor sobe para R$ 6,99. Já entre os produtos mais caros, no centro os valores giram em torno de R$ 8,99, enquanto na Região Oceânica esse valor atinge R$ 9,99.

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