Após homicídios, polícia faz operação em São Gonçalo

A comunidade da Vila Candoza, em São Gonçalo, foi alvo de operação da Polícia Militar nas primeiras horas de hoje (8). A ação teve como objetivo intervir na disputa entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas, que se estende há meses.

Unidades do Comando de Operações Especiais (COE) atuaram na região, com apoio de um helicóptero e veículos blindados. A PM confirmou prisão de dois suspeitos, apreensão de dois adolescentes e três fuzis. Antes da captura, os criminosos chegaram a invadir a casa de um morador, a fim de se protegerem.

Ainda de acordo com a PM, houve troca de tiros e a operação segue em andamento. A ação acontece após uma quinta-feira (8) extremamente violenta em São Gonçalo: quatro pessoas foram assassinadas em menos de 12h. Pelo menos dois casos podem ter ligação com a disputa entre facções.

Por volta de meia-noite, o entregador de quentinhas Carlos Daniel Souza Pereira, de 20 anos, foi retirado de dentro de casa e assassinado, na Estrada do Anaia, no Mangue Seco. Segundo a polícia, ele descumpriu determinação do tráfico de não ir à área dominada por outra facção, ao fazer entregas na localidade dos Predinhos.

Ele teria sido executado por criminosos da Vila Candoza, um dos alvos da operação de hoje. Ainda de acordo com a polícia, a área é dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP) enquanto os Predinhos são controlados pelo Comando Vermelho (CV).

Na casa de Daniel, estavam a esposa e a irmã dele, que tem um filho bebê. Bandidos, segundo as investigações, apontaram uma arma paar a cabeça da criança. Em depoimentos, moradores da região afirmam que inocentes tem sido mortos durante essa “guerra” entre organizações criminosas.

Disparada de homicídios

A área da 75ª DP (Rio do Ouro), onde estão concentradas as comunidades do Complexo da Alma, registrou alta no índice de homicídios dolosos em 2020, no comparativo ao ano anterior, entre os meses de janeiro e novembro. Foram 100 casos no ano passado, contra 65 em 2019; um aumento de 53,8%. Os dados são do Instituto de Segurança Pública (ISP).

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