Após deselegância, Paes quer se redimir

Desde sua ação nada elegante e muito menos política, ao excluir do grupo de secretários do rio o vice-prefeito Nilton Caldeira (PL). O prefeito Eduardo Paes, tenta sem sucesso, pedir desculpas ao seu vice. À colunista do jornal Extra, Berenice Seara, Paes disse que “O vice-prefeito é uma figura elegante e querida. Fui deselegante ao tirá-lo do grupo de WhatsApp. Já me desculpei pela indelicadeza”.


Mas, o caldo já entornou e já devia ter entornado há tempos, por atitudes como não deixar seu vice como secretário de habitação e substituí-lo pelo irmão do presidente da Câmara Municipal do Rio, Carlos Caiado. Fato pouco conhecido é que Caldeira, enquanto secretário de Habitação, tinha um dos menores orçamentos da prefeitura, e que recentemente Caiadinho foi agraciado com cerca de meio bilhão para trabalhar politicamente a pasta.


Entre outras como colocar o gabinete do vice-prefeito em uma sala pequena e distante do gabinete do prefeito. O presidente regional do partido de Nilton, Altineu Cortes, já deixou claro que não tem mais conversa. Já o Senador Carlos Portinho (PL), tweetou: “Gesto pequeno ao tamanho do cargo de prefeito. Fica parecendo ingratidão política. Não combina com a conhecida arte de construir pontes. E a estrada é longa. Nossa última conversa não serviu muito. Nos desencontramos novamente prefeito @eduardopaes”.


Se Paes, após flertar com o PDT, de olho no estado e na próxima eleição para prefeito do Rio fez feio. No PL, o seu prestígio está muito pior. Com improvável eleição de Marcelo Freixo (PSB) para o governo do Rio, mas, futuro adversário direto à prefeitura da cidade do Rio contra Paes, o fato de excluir o vice do grupo de secretários, fez com que as portas de apoios partidários vão se fechando contra o prefeito.


À A TRIBUNA, Caldeira disse que esta semana se encontrará com presidente regional, Altineu Cortes, e a cúpula do PL para avaliar a situação e se diz muito magoado com o prefeito. Uma atitude impensada durante o desfile das escolas de samba, na madrugada de sexta-feira, pode deixar Paes, sozinho na avenida política.

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