Aplicativo de corridas desiste de operar em Niterói

Niterói e adjacências, no momento, têm menos uma opção de corridas por aplicativo. O aplicativo Let’s Mobi suspendeu as operações no município. A interrupção aconteceu no mês de março e, de acordo com a Associação Intermunicipal de Motoristas por Aplicativo (Aimap), que coordenava a iniciativa, não há previsão de volta.

De acordo com Fernando Vieira, presidente da associação, a suspensão se deve à baixa adesão de motoristas. De acordo com ele, cerca de 11 mil motoristas se cadastraram na plataforma, mas, antes da interrupção, aproximadamente 360 faziam corridas de maneira regular.

“O motorista está tão acostumado a pagar e ser taxado que, não sei se por receio, não entendeu a ideia de economia solidária. Quando se monta uma associação há ônus e bônus e alguns não entenderam. Alguns conseguiram trabalhar bastante, [o app] estava em uma crescente, mas a gente teve que interromper as operações”, disse o presidente.

O presidente da Aimap também comentou sobre a atual situação dos motoristas de aplicativo ao meio ao cenário de alta nos cursos operacionais, como por exemplo, o aumento dos combustíveis. Segundo Vieira, diferente da capital, não estão previstas manifestações. Ele afirmou também que os aplicativos tradicionais, como Uber e 99, têm adotado políticas para incentivar os profissionais.

“Algumas operadoras de aplicativos tomaram algumas medidas. Em alguns horários a 99 dá 100% dos ganhos a motoristas, e a Uber deu algum incentivo. Em relação ao aumento do combustível não ha muito que manifestar. A gente não conseguiu representatividade dentro do governo do estado para pleitear alguma coisa. Uma manifestação só causaria mais transtornos e não geraria empatia”, prosseguiu.

Fernando Vieira também comentou sobre recentes reclamações de usuários de aplicativos no que diz respeito aos inúmeros cancelamentos de corridas e também à qualidade dos carros. O presidente da Aimap afirmou que a associação tem reiterado para que os profissionais evitem rejeitar viagens e que houve um projeto para que a associação atuasse como fiadora de motoristas na compra de novos carros, mas que, novamente, não foi bem sucedido por baixa adesão.

“A Aimap estava pleiteando com o governo financiamentos. Como associação, poderíamos ter conseguido que esses motoristas pudessem usar a associação como fiador, mas a gente não conseguiu dar prosseguimento a esse projeto porque não houve adesão. Sobre o cancelamento a gente vem pedindo para que os motoristas busquem ao máximo atender o cliente. Há corridas curtas mais rentáveis que longas”, concluiu.

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