Apesar da greve, agências dos Correios abrem em Niterói

Anderson Carvalho –

A greve dos correios deflagrada na noite da última terça-feira em vários estados do país, inclusive o Rio de Janeiro, não afetou ainda o atendimento nas agências de Niterói. Todas abriram, para alívio da população, preocupada com uma possível paralisação dos serviços. Os centros de distribuição também funcionaram normalmente. O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Estado do Rio informou que a adesão à greve foi de 30%. Na noite da última terça-feira (26), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinara que 80% da categoria deveria trabalhar durante a paralisação.

“Muitos aderiram espontaneamente. Mas, nos preocupamos em manter todos os serviços funcionando para não prejudicar os consumidores. No próximo dia 2, às 10h, teremos nova assembleia para discutir os rumos do movimento”, contou o presidente do sindicato, Ronaldo Martins.
De acordo com o sindicalista, a categoria reivindica reajuste de 3% retroativo a agosto, data-base do setor. Porém, a empresa propôs pagar tal reajuste somente em janeiro, sem ser retroativo. Como as duas partes não entraram em acordo, a greve foi deflagrada. “Ficaríamos cinco meses sem ter o reajuste. Consideramos injusto”, observou Martins. Segundo o sindicato, há 12 mil trabalhadores no estado.

O sindicato espera o reinício das negociações entre a direção da empresa e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect).

Ação de dissídio coletivo
Um dia após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinar que sindicatos filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) garantam ao menos 80% dos trabalhadores em atividade durante a greve decretada na última sexta-feira, os Correios informaram ontem que ingressarão com ação de dissídio coletivo, ação proposta à Justiça do Trabalho para solucionar questões não resolvidas em negociação direta.

De acordo com a estatal, a medida foi tomada após os trabalhadores ligados aos sindicatos ligados à Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) anunciarem adesão à paralisação na noite de terça.

Em nota, a empresa informou que levantamento feito ontem mostrou que 90.607 empregados em todo o país trabalharam, o que corresponde a 83,45% do total. Mesmo assim, a empresa manteve em prática as ações do Plano de Continuidade de Negócios, que prevê o deslocamento de empregados entre as unidades e a realização de horas extras. As medidas, segundo os Correios, visam reduzir os impactos da greve para a população.

Por conta da paralisação, serviços com hora marcada como o Sedex 10, Sedex 12, Sedex Nesta quinta-feira (28), Disque Coleta e Logística Reversa Domiciliária estão suspensos. Segundo os Correios, a greve não afetou a rede de atendimento em todo o país: as unidades estão funcionando e serviços como o Sedex e o PAC continuam disponíveis para os consumidores.

Os Correios propõem reajuste de 3% nos salários e benefícios a partir de janeiro de 2018 e manutenção das demais cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho 2016/2017.

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