Apesar da crise, renda continua em alta

Anderson Madeira

Apesar da crise econômica que assola o país e o Estado do Rio, Niterói tem indicadores positivos a apresentar. Um deles é que a cidade é a terceira colocada no ranking das cidades brasileiras com maior renda média domiciliar, ou seja, R$ 9.494,79, atrás de São Caetano do Sul, com R$ 9.796,21 e Santana do Parnaíba, R$ 10.225,53, ambas no estado de São Paulo. O ranking, feito pela empresa Geofusion, especializada em inteligência geográfica de mercado, tem 20 municípios. Destes, 14 estão na Região Sudeste.

A Renda Média é domiciliar, calculada em reais e corresponde ao ano de 2015. A densidade demográfica corresponde ao número de habitantes por km². O estudo foi baseado nas Projeções Sociodemográficas 2015 da Geofusion, que estimam dados sobre o perfil da população de todo o Brasil. A metodologia leva em conta diversas pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como o Censo, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e Estimativas e Contagens da População.

Segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita de Niterói é R$ 40.284,31 e o PIB a preços correntes é R$ 19.908.508. Este é o quarto do estado, atrás da capital, de Campos dos Goytacazes e Duque de Caxias. O município do Rio de Janeiro, aliás, está em 12º no ranking da Geofusion, com renda média de R$ 7.210,82. O Rio e Niterói são os únicos municípios do estado no ranking dos 20 da Região Sudeste, feito pela Geofusion. Nove desta lista são do estado de São Paulo. O Sudeste também se destaca por receber 48,76% da população turística de negócios, tendo 247 cidades com potencial para este tipo de turismo.

A segunda região que mais se destaca entre as cidades com maior renda média é a Sul – com cinco municípios. Um ponto interessante são que Rio Fortuna (SC), em 11° lugar, e Guabiju (RS), na 20ª posição, possuem menos de 5 mil habitantes, 4.582 e 1.612, respectivamente; e a economia é baseada principalmente na agropecuária familiar. São considerados excelentes locais para se viver, pois apresentam um elevado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo o IBGE.

Cidades das regiões Norte e Nordeste não apareceram entre as 20 com maior renda.

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