Aparelho detecta amostras de coronavírus em ambientes fechados

A pandemia do coronavírus está mudando a rotina das pessoas que estão cada vez mais se adaptando para esse Novo Normal. Evitar aglomeração, usar a máscara e álcool em gel e procurar ambientes ao ar livre formam verdadeiras bases para o enfrentamento da doença. Mas apesar disso as permissões de funcionamento de restaurantes, shoppings e até mesmo cinemas e teatros ainda assustam as pessoas. Pesquisadores desenvolveram um equipamento que capta no ar amostras do vírus e com isso revela a segurança dos ambientes fechados com concentração de pessoas.

A tecnologia foi batizada como Spiri e foi criada na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP); junto com a startup Omni-electronica. O Spiri tem sensores integrados que captam o ar e enviam os dados para uma central que gera laudos online em tempo real e, assim, os técnicos instruem o cliente sobre como melhorar a circulação do ar. Para isso é preciso fazer uma assinatura do aparelho instalado. Os resultados do estudo estão sendo preparados para publicação em periódico científico.

“Temos uma base de dados bastante robusta sobre a qualidade do ar em ambientes internos, sabemos como são transmitidos os vírus respiratórios e como as infecções se intensificam nos meses de inverno. Quando começou a pandemia do novo coronavírus, ficou bem claro para nós que a disseminação em ambientes internos era o cenário mais provável, embora isso ainda não fosse muito falado, nem mesmo pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”, contou o responsável pela Omni-electronica e coordenador do estudo, Arthur Aikawa.

O médico infectologista Edimilson Migowski explicou que a lei do bom senso ainda é o método melhor utilizado para evitar a contaminação.

“É importante que os ambientes fechados com ar-condicionado tenham um sistema de filtragem eficiente, o ambiente deve ser sanitizado e as pessoas devem usar a máscara. Com isso a viabilidade da contaminação diminui. Não adianta estar em um ambiente aberto mas cheio de gente e sem nenhum tipo de proteção. Prefiro fazer uma compra num shopping do que uma rua de grande movimento de pessoas”, frisou o também professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O aparelho mostra a concentração do vírus no ambiente e a instalação desse aparelho em lugares de grande circulação, como espaços rodoviários, pode gerar um retorno mais seguro da normalidade.

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