Apae Niterói faz ‘vaquinha’ on-line para arrecadar verba para troca de subestação

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Niterói criou uma conta on-line para arrecadar verba para a substituição da atual cabine de alta tensão por uma subestação simplificada (no valor aproximado de R$ 60 mil) que suporte a carga elétrica utilizada pela entidade. O local – que existe há 55 anos e se mantém através de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) e doações de pessoas físicas – atende cerca de 320 pessoas com deficiências físicas, intelectuais, múltiplas e com autismo, de Niterói e municípios próximos (como São Gonçalo, Itaboraí e Tanguá), prestando serviços assistencial, médico-terapêutico, educacional, esportivo e cultural. A página da arrecadação virtual é www.vakinha.com.br/vaquinha/vaquinha-apae-niteroi .

A presidente da Apae Niterói, Sonia dos Anjos, conta que a instituição recebeu, por meio de uma emenda parlamentar no ano passado, novos equipamentos como ultrassom, infravermelho, bicicletas ergométricas e esteiras para o atendimento clínico-terapêutico, além de ar condicionado, televisão e micro-ondas, que aumentaram ainda mais a carga elétrica utilizada. Em paralelo, o local corre contra o tempo para atender às exigências do Corpo de Bombeiros que garantam a continuidade das atividades. O prazo de três anos para tal regularização se encerra em 2021.

“O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) exige a certificação dos Bombeiros, que é essencial para a obtenção ou manutenção das demais titulações, inclusive da Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social (Cebas), que chancela a função filantrópica”, conta Sonia, preocupada. “As empresas prestadoras dos serviços têm que ser credenciadas aos Bombeiros e não são baratas. Conseguimos, em parceria com a Prefeitura, a instalação do hidrômetro, na calçada em frente, que atende também aos demais imóveis da rua”.

Sem fins lucrativos, a Apae Niterói possui despesa em torno R$ 120 mil, sendo R$ 80 destinados à folha de pagamento (fora encargos sociais) de 46 funcionários. O corpo médico inclui profissionais em clínica geral, psiquiatria, neurologia, fonoaudiologia, psicologia, psicopedagogia, terapia ocupacional e fisioterapia respiratória e motora. Além destes, há os professores de educação física, música, ioga, dança, capoeira e muay tai. A banda marcial da entidade é tombada desde 2014 como patrimônio imaterial da cidade. A casa conta com 30 voluntários, incluindo diretoria e estagiários, também não remunerados.

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