Anvisa divulga nota técnica sobre acompanhamento de pacientes que serão imunizados contra Covid-19 em clínicas particulares

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, em Brasília, uma nota técnica sobre o acompanhamento de efeitos adversos em quem se vacina em clínicas privadas. De acordo com a agência, a nota técnica é válida para qualquer vacina, mas logo na introdução do documento a agência destaca o desenvolvimento de tratamentos e vacinas para Covid-19 como principal desafio sanitário que motivou a publicação.

O documento foi publicado dois dias após a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC), que representa o setor privado, confirmar a negociação para aquisição de 5 milhões de doses de uma vacina contra Covid-19, produzida na Índia. A busca do setor privado pela compra de vacina causou polêmica devido ao receio de que a rede privada de saúde possa ter um imunizante disponível antes do Sistema Único de Saúde (SUS).

“As autoridades sanitárias e os serviços de saúde devem prezar pelo monitoramento destes medicamentos para verificar a sua segurança e efetividade, principalmente no que tange a vacinas, as quais têm o potencial de serem utilizadas em larga escala para a imunização de toda a população brasileira”, frisou a nota técnica.

A Anvisa também ressaltou a importância do cumprimento da legislação, e todos os estabelecimentos devem criar um Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), visando acompanhar todos os vacinados e monitorar quaisquer incidentes e efeitos adversos após a vacinação.

“A notificação dos eventos adversos deve ser realizada mensalmente, até o 15º (décimo quinto) dia útil do mês subsequente ao mês de vigilância, por meio das ferramentas eletrônicas disponibilizadas pela Anvisa, sendo que os eventos adversos que evoluírem para óbito devem ser notificados em até 72 (setenta e duas) horas a partir do ocorrido”.

Todas as informações devem ser inseridas num sistema chamado VigiMed, versão brasileira do sistema VigiFlow, disponibilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A agência orienta as vigilâncias sanitárias locais a fiscalizar se as clínicas privadas estão devidamente cadastradas e alimentando o sistema.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

1 × 4 =