Anvisa aprova importação das vacinas Sputnik V e Covaxin

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aprovou nesta sexta-feira (4) a importação e o uso das vacinas Covaxin e Sputnik V no Brasil. Niterói e Maricá já fizeram seus pedidos para receber 800 mil e 500 mil doses respectivamente.  A aprovação é para a importação excepcional e temporária de 20 milhões de doses da vacina pelos estados da Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco, Piauí.

Os votos a favor foram do Rômison Rodrigues, substituto do diretor; Meiruze Souza Freitas, diretora da Segunda Diretoria; e Antônio Barra Torres, diretor-presidente. Somente Cristiane Jourdan, diretora da Terceira Diretoria, deu voto negativo.

“Destaco que fica autorizada a importação excepcional e temporária do seguinte quantitativo, correspondente a doses para imunização de 1% da população nacional, dentro do cronograma enviado pelo Ministério da Saúde: 4 milhões de doses”, disse Alex Machado Campos, diretor da agência.

NITERÓI ENVIOU PEDIDO SOLICITANDO DOSES DESDE MARÇO

O prefeito de Niterói, Axel Grael, assinou no dia 31 de março o contrato para a importar 800 mil doses da vacina russa Sputnik V. Com a assinatura, Niterói passa a fazer parte do Consórcio formado por estados do Nordeste e outras duas cidades: Araraquara (SP) e Maricá.

“Temos tomado todas as providências de prevenção e combate à pandemia, mas a nossa maior arma é mesmo a vacina. Por isso, estamos buscando no mundo onde podemos comprar uma vacina que esteja disponível, seja segura e eficaz”, disse o prefeito Axel Grael. “A assinatura desse contrato nos dará um calendário de remessa de lotes e a esperança de acelerarmos a imunização da nossa população”, acrescentou

MARICÁ QUER ASSINOU CONTRATO PARA IMPORTAR 500 MIL DOSES

A cidade de Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro, pediu autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar 500 mil doses da Sputnik V, vacina russa contra a Covid-19 desde o dia 19 de março. O primeiro lote teria cerca de 30 mil doses.

O prefeito Fabiano Horta (PT) já declarou que, após imunizar a cidade de cerca de 180 mil habitantes, poderá disponibilizar doses extras aos municípios do entorno, como Niterói e São Gonçalo.

SPUTNIK V

Há mais de um mês quando o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, negou a importação, ele afirmou que a agência “nunca teve apego às questões burocráticas” e que, “sem a inspeção que avalia as boas práticas de fabricação dos insumos vacinais, não é possível atestar as reais condições de fabricação do produto”.

No dia 26 de abril, o primeiro pedido de importação foi negado pelos diretores. Pouco depois, os governadores do Consórcio Nordeste encaminharam à Anvisa um novo pedido de avaliação sobre a vacina russa, anexando o relatório da Federação Russa ao Ministério da Saúde para sanar dúvidas sobre o imunizante.

COVAXIN

A vacina indiana Convaxin enfrenta menos restrições para aprovação. Em um primeiro momento a Anvisa não aprovou a qualidade do laboratório produtor, o Bharat Biotech, após uma inspeção.

“Os diretores dispostos a votar a favor avaliam que os pedidos de autorização para importação e distribuição podem ser aceitos, em caráter excepcional e temporário, desde que sejam explicitadas algumas condições, que ainda estão em discussão”, escreveu o jornalista.

Pelo menos 20 milhões de doses da vacina indiana são previstas em um acordo de aquisição com o governo federal.

LIBERADOS PELA ANVISA

Até o momento, a Anvisa já concedeu registro definitivo às vacinas comercializadas pela Pfizer e pela Fiocruz. Já os imunizantes Coronavac, Janssen e Covishield receberam apenas a autorização para o uso emergencial.

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