Ano novo, velhos problemas nos bairros de São Gonçalo

Raquel Morais

Desde novembro do ano passado A TRIBUNA está denunciando problemas que acometem o município de São Gonçalo. Irregularidade na coleta de lixo, falta de pavimentação, desordem e imóveis abandonados foram algumas denúncias de gonçalenses que estão incomodados com essas situações. Será que passados esses meses alguma mudança foi realizada? Vistorias foram feitas? Melhorias já são vistas em bairros como Neves, Jardim Catarina, Colubandê ou Galo Branco?

O valão aberto na Rua Argeu de Almeida Soares, no Galo Branco, há anos oferece risco para quem passa no local, desde falta de proteção até a proliferação de roedores e o mato alto que prejudica a visibilidade. Desde o dia 2 de dezembro a auxiliar de escritório Maria Carla Freitas, 58 anos, está aguardando uma equipe da Prefeitura de São Gonçalo que prometeu que encaminharia as reclamações para a Secretaria de Infraestrutura para as devidas providências. Mas até agora nada foi feito.

“O valão está com mais mato do que estava. Não existe cuidado nessa região e eu acho que esse problema é crônico já”, comentou.

Também no Galo Branco, mas na Avenida Jornalista Roberto Marinho altura do Instituto Cultural Olavo Bilac o descaso do poder público também é denunciado por moradores. O aposentado Wilson Guerra, 54 anos, confirmou que nada foi feito desde o dia 11 de novembro, quando a Secretaria de Desenvolvimento Urbano de São Gonçalo informou que enviaria equipe ao local para analisar a situação e tomar as providências necessárias.

“Continuamos com muitos buracos e a falta de asfalto em alguns trechos. Quando chove a situação fica ainda pior”, resumiu.

Em 25 de novembro A TRIBUNA noticiou a situação da Rua Piracanjuba, no bairro Jardim Catarina, que não tem saneamento básico, iluminação pública e também não tem asfalto. Na época a Prefeitura disse que o endereço foi adicionado ao cronograma de obras e que seria analisado pelos técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Mas a operadora de telemarketing Carla Thaís Oliveira, 27 anos, disse que até agora nada foi feito.

“Não teve nem uma vistoria e nada foi feito. Ninguém vem na rua e ninguém faz nada”, contou.

Outro bairro que coleciona transtornos é o da Trindade. No dia 7 de novembro A TRIBUNA denunciou problemas nas ruas Cesínio de Paiva, Uberlândia, Juazeiro e a Avenida, além da Humberto Soeiro de Carvalho (antiga Avenida São Paulo). Por medo de represálias por parte do tráfico os moradores não se identificaram para a matéria, mas confirmaram que a situação permanece a mesma: irregularidade do abastecimento de água e falta de pavimentação. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano de São Gonçalo informou que iria analisar a demanda e adicionar as ruas ao cronograma de obras. E nesse caso a Cedae também informou que não há solicitações para os endereços citados no sistema da companhia e que as equipes iriam percorrer as ruas para verificar a solicitação.

Lixo

O problema do descarte incorreto de lixo é outra questão muito apontada pelos gonçalenses. Várias denúncias foram feitas no ano passado, como por exemplo em Neves, na Rua Oliveira Botelho e na Travessa Floriano Peixoto, mostradas em 20 de novembro e em 16 de dezembro; na Covanca (na Rua Marechal Floriano) e no bairro Sete Pontes (na Rua Doutor Porciúncula) ambas denunciadas no dia 24 de novembro; no bairro São Miguel ao longo da Rua Toledo Piza com denúncia no dia 27 de novembro; em bairros como Trindade, Marambaia e Jardim Catarina em todas as localidades (reclamação apontada no dia 1 de dezembro); e no Laranjal (na Avenida Bispo Dom João da Mata), Nessas situações a Prefeitura informou que a coleta de lixo está regularizada mas o problema é considerado crônico pelos moradores.

No dia 28 de novembro o Hospital da Mãe, no bairro Colubandê, também foi alvo de reportagem denunciando a presença de moradores dentro dos escombros, além de mato alto, o que gera insegurança para as pessoas que passam pelo local. Na época a Emop informou que a obra passa por readequação de liberação de recursos e, consequentemente, seria necessária também a readequação dos cronogramas das intervenções. Readequar cronograma não significa que as obras não serão concluídas. É apenas adaptação ao momento. Mas passadas todas essas semanas, nada foi feito no local e a situação é a mesma segundo comerciantes próximos ao local.

Prefeitura – Sobre todas essas questões, a Prefeitura de São Gonçalo foi questionada novamente e informou que a nova gestão está nas ruas, desde a primeira semana de governo, realizando ações emergenciais, com mutirões de limpeza de ruas, reforço no recolhimento de lixo e desobstrução de galerias de águas pluviais.

“O prefeito Capitão Nelson, desde o dia 2 de janeiro, cumpre extensa pauta de agendas externas, percorrendo os bairros, fiscalizando obras e vistoriando prédios públicos, em especial unidades de saúde neste momento de pandemia, para averiguar o atendimento e conhecer as principais demandas, a fim de solucionar os problemas com celeridade”, informou a nota.

Ainda segundo o texto, em relação às demandas encaminhadas, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano irá enviar equipes aos locais, a partir da próxima semana, para averiguar os problemas mencionados e garantir que a população seja atendida.

A Cedae foi questionada sobre o no caso da Trindade, mas até o fechamento dessa edição não se manifestou.

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