Animais recebem benção de São Francisco em Niterói

Raquel Morais –

Ontem foi comemorado o Dia de São Francisco de Assis, o protetor dos animais, e algumas igrejas de Niterói realizaram a tradicional benção aos bichinhos. Na Paróquia Porciúncula de Sant’ana, em Icaraí, o dia foi cheio de missas e sagrações oferecidas pelo Frei Luiz Henrique na área externa da igreja. Donos de cachorros, gatos e até de tartarugas fizeram questão de levar os animais de estimação para receber a água benta.

O frei realizou orações e ‘jogou água benta’ nos fiéis. As paróquias de São Judas Tadeu, em Icaraí, de São Francisco Xavier, em São Francisco, e de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, no Cubango, também realizaram ações em prol dos bichinhos. “São Francisco se considerou irmão de todas as criaturas e colocou toda a criação diante de Deus para que nós tenhamos respeito por elas. As criaturas fazem parte da rede da vida e se nós desequilibrarmos a criação estaremos desequilibrando nós mesmos”, explicou o Frei Luiz.

A aposentada Carmem Brito ficou bem perto do pároco para garantir mais uma benção para o casal de tartarugas de estimação. Os bichinhos, batizados de Tequilo e Tequero, têm 35 anos e desde o nascimento recebem a benção de Santo Antônio no dia 4 de outubro. “Eu acho muito importante trazer os animais para essa ação, pois não só os humanos merecem ser abençoados”, sintetizou.

A dona da shitzu Giuly, Nathula Alencar, de 33 anos, também leva a amiga de quatro patas para ser benzida no dia do protetor dos animais há 14 anos. A gatinha Paçoca, de 7 anos, foi abençoada pelo Frei pela primeira vez. “A Paçoca foi adotada quando eu era casada e na separação eu lutei muito para ficar com ela. Ela merece uma oração e carinho”, finalizou.

Projeto de Lei – I O Projeto de Lei 2.428/09, que modifica artigos do Código Estadual de Proteção aos Animais, foi aprovado na Alerj e define os tipos de animais e suas funções sociais, como animais silvestres, domésticos, de produção, de trabalho e de estimação. Também explicita e proíbe diversos atos que podem ser entendidos como maus-tratos, como privação de água e alimentos, espaço para locomoção, higiene, conforto, além de situações que possam ocasionar dor, sofrimento e medo, entre outros danos físicos e psicológicos, mesmo que sejam consideradas práticas culturais ou desportivas.

O projeto ainda estabelece regras para o programa de esterilização gratuita de animais domésticos e determina a realização de campanhas educativas com noções de ética sobre a posse responsável dos animais. A norma prevê punições em caso de descumprimento, como multa a partir de mil UFIR-RJ, que corresponde a cerca de R$ 3,3 mil. Dependendo da condição financeira do infrator e da reincidência, poderá haver um acréscimo de 50%. E caso exista vantagem financeira com a infração, a multa será dobrada.

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