Animais de estimação exigem cuidados especiais durante o isolamento social

No período do isolamento social por conta do coronavírus as mudanças de hábitos ainda requerem muitas adaptações e cuidados. Nesse contexto a preocupação com os animais, domésticos e abandonados (de rua), é muito pertinente. Eles também precisam de carinho, alimentação equilibrada e muita higiene também. Os pets não transmitem a doença, apesar de que um único caso, de um cachorro em Hong Kong que foi infectado pelos próprios donos como o coronavírus. Mesmo não transmitindo a doença os pets podem servir como carreadores do vírus, que podem ficar grudados em seus pelos, então todo cuidado é pouco!

A Diretora da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal Fluminense, Dra. Leila Gatti Sobreiro, explicou que a equipe da Faculdade de Veterinária da UFF elaborou uma cartilha, a fim de contribuir para os esclarecimentos sobre a Covid-19 e os animais de estimação e de produção.

“O material está embasado em importantes fontes de consulta e também pode ser acessado na página da Universidade”, frisou.

De acordo com as orientações os pets podem funcionar como carreadores do vírus se tiverem contato com secreções de pessoas contaminadas e, por isso, cuidados devem ser tomados: lavar as mãos antes e após o contato com os pets e higienizar vasilhas de água e alimentação e brinquedos.

Ainda segundo as orientações não é recomendado sair com animais para passeios, respeitando o aconselhamento de isolamento. Os cães podem ser infectados pelo coronavírus canino (CCoV) que causa quadro de diarreia e vômitos em animais não vacinados. Já os gatos podem ser infectados pelo coronavírus felino (FCoV) que causa sintomas como perda de peso, acúmulo de líquido em região abdominal e infecções oculares. Não há vacina contra o coronavírus felino. Os vírus que infectam e causam esses sintomas em cães e gatos são espécie-específicos, logo, não são capazes de causar doença nos humanos.

O coordenador do curso de Medicina Veterinária de uma faculdade particular de Niterói, Adolfo Carlos Barreto Santos, contou que é preciso redobrar a atenção nesse momento.

“Os cães e gatos podem abrigar o vírus nas patas após o passeio na rua onde o ideal é adotarmos medidas preventivas, a limpeza das patinhas com lenço umedecido, ajuda na higienização. Se uma pessoa apresentar os sintomas do coronavírus o indicado é que evite o contato com o pet para que não haja a disseminação dos vírus pela casa que podem aderir ao pelo do animal. Não há problema em manter contato com o animal, que será ótimo companheiro na quarentena, desde que não esqueça de higienizá-lo”, explicou.

É o que tem feito a autônoma Camila Dias, 33 anos.

“Tenho um cachorrinho e estou tomando cuidado com ele. Ele está no isolamento comigo e eu prefiro que ele sofra sem ir na rua do que correr de risco de algo pior acontecer. Para minimizar essas questões, já que o animal também sente diferença na rotina, estou brincando mais com ele. Consigo dividir meu tempo em cuidar da casa, trabalhar e cuidar dele”, frisou a moradora do Centro de Niterói.

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