Aneel aprova aumento de 21% na conta de luz da Enel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem a revisão tarifária da Enel Distribuição Rio. As tarifas, que passam valer a partir do próximo dia 15, terão um reajuste, em média, de 21,04% para todos os clientes da distribuidora. Para os consumidores residenciais (B1), o reajuste será de 21,51%. Já para os clientes que se conectam em média e alta tensão, o aumento será, em média, de 19,94%.

Os principais fatores que influenciaram este aumento foram os custos de transmissão, compra de energia e encargos setoriais. Esses fatores, que são definidos por lei e regulamentação, sem gestão da concessionária, representam juntos 12% da revisão tarifária deste ano. A compra de energia foi impactada pelos elevados custos de geração de energia no País, uma vez que os reservatórios das hidrelétricas continuaram baixos. Já o aumento dos encargos deve-se a maiores despesas e subsídios embutidos na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) – fundo administrado pelo Governo para custear alguns subsídios às tarifas.

Outro fator que influenciou a revisão foi o investimento realizado pela Enel Distribuição Rio nos últimos cinco anos para melhorar a qualidade do serviço, principalmente, por meio da digitalização da rede, com a instalação de sistemas de automação controlados remotamente. Apenas nos últimos dois anos, a empresa investiu quase R$ 2 bilhões. Esse investimento já contribuiu com a melhora do DEC (Duração de Interrupção por Unidade Consumidora) em 35% no período de dezembro de 2015 a dezembro de 2017, com redução de mais de 9 horas. O FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) também melhorou 21% no mesmo período.

Realizada a cada cinco anos, como estabelecido na regulação, a revisão tarifária visa reconhecer os investimentos realizados pela companhia no período anterior, além de considerar na definição da tarifa os custos de geração da energia, os de transporte até o consumidor (transmissão e distribuição), os encargos setoriais e os investimentos realizados pela companhia no período.

Cabe ressaltar que, mesmo com a revisão deste ano, a evolução da tarifa nos últimos 10 anos está 10% abaixo da inflação acumulada no mesmo período, medida pelo IGP-M e pelo IPCA.

Composição da tarifa
Numa conta de luz no valor de R$ 100, apenas R$ 22,7 são destinados às atividades da distribuidora, para operação, expansão, manutenção da rede de energia elétrica e para remuneração dos investimentos.

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