Ameaça de greve: Rodoviários de Niterói aguardam decisão do MPT

Após anunciarem, na última quinta-feira (5), que os rodoviários de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá, reivindicam um reajuste salarial de 8%, o Sindicato dos Trabalhadores Em Transportes Rodoviários de Passageiros de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) comunica que agora aguarda parecer do Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ) para realização de assembleia que votará o indicativo de greve da categoria.

Além dos 8% de reajuste salarial, rodoviários também reivindicam um aumento de 10% no valor da cesta básica, assim como da ajuda de custo para aquisição de uniformes. Ainda de acordo com o Sintronac, esses percentuais estão inseridos no cálculo de reposição das perdas econômicas dos trabalhadores da categoria nos últimos dois anos.

A proposta foi encaminhada pelo sindicato ao Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro, órgão responsável por intermediar as negociações com as empresas, uma vez que elas, segundo o Sintronac, se recusaram a manter diálogo direto com a entidade que representa os rodoviários da região.

Segundo o sindicato, para tentar minimizar o impacto no orçamento das empresas, a proposta dos trabalhadores prevê o pagamento do percentual de reajuste salarial em quatro vezes (2% ao mês). De acordo com o presidente do Sintronac, Rubens Oliveira, essa concessão dos rodoviários é viável, uma vez que as empresas reduziram, durante a pandemia, 30% do pessoal, o que representa algo em torno de 3,9 mil profissionais.

“Houve um drástico corte nos custos das empresas, que, inclusive, demitiram rodoviários mesmo participando do Bem (Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda), que foi criado exatamente para impedir que os trabalhadores fossem postos na rua, pois o Governo Federal complementa um percentual considerável dos salários. Ou seja, não há justificativa para o trabalhador pagar uma conta que não é dele. Fizemos nosso papel, agora é a vez das empresas”, explica Rubens.

Ainda de acordo com o Sintronac, o sindicato agora aguarda resposta do MPT-RJ para realização de assembleia deliberativa. Por enquanto não há data prevista para o Ministério Público do Trabalho se manifestar. O sindicato esclarece que qualquer decisão em relação a um possível indicativo de greve, o órgão precisará cumprir com uma série de obrigações legais, tais como comunicação da decisão sindical às prefeituras da região e ao Estado, assim como à população através de publicação da ata da assembleia nos veículos de imprensa da região.

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