Altas temperaturas aumentam risco de queimadas

Raquel Morais –

No primeiro dia do ano um incêndio no Morro da Penha, na Ponta da Areia, em Niterói, deixou um rastro de um quilômetro e meio de destruição na parte alta da comunidade. Já no último dia 31 de dezembro, o Corpo de Bombeiros também foi acionado para conter as chamas em uma vegetação na Rua Professor Florestan Fernandes, em Camboinhas, na Região Oceânica de Niterói, onde quatro carros foram atingidos pelo fogo. Também no mês passado a vegetação no Morro do Bumba, na Zona Norte da cidade, também foi queimada e os militares tiveram que conter as chamas. A sequência de queimadas na cidade chamou atenção de meteorologistas que chamam atenção para os cuidados com esse tipo de acidente nos dias de calor intenso.

O meteorologista do Clima Tempo, Daniel Orlandi, explicou que as queimadas podem acontecer pelo excesso de calor e consequente vegetação seca.

“O verão não é um período seco e a alta temperatura, em qualquer época do ano, é que é preocupante. Quando a temperatura sobe muito, a vegetação passa por um período de estiagem e em caso de pequenas fagulhas o incêndio pode acontecer. É preciso redobrar o cuidado com o descarte da ponta do cigarro, não fazer fogueira em acampamentos, e também não queimar lixo em mato e folhas. A vegetação seca espalha rapidamente as chamas que são mais difíceis de serem contidas”, destacou.

Os bombeiros reforçaram o perigo das queimadas e, segundo nota, os focos de incêndio em vegetação são mais comuns quando há conjunção de fatores como altas temperaturas, baixa precipitação e baixa umidade do ar. Embora muitas vezes não seja possível evitar este tipo de ocorrência, a corporação também recomenda mais dois tipos de ações que devem ser evitadas: não soltar balões e não jogar garrafas de vidro em áreas florestais e em beira de estrada. Elas funcionam como lente de aumento para os raios solares gerando calor.

No Morro da Penha o incêndio na parte alta, que não é habitada, teria sido iniciado por volta das 17h na última terça-feira. Segundo informações do presidente da Associação de Moradores do Morro da Penha, Adriano Felício, os bombeiros conseguiram conter as chamas junto com a brigada de incêndio do Estaleiro Mauá.

“Acredito que o fogo tenha sido iniciado por descarte irregular de lixo, o que infelizmente é comum na área. Sempre orientamos que essa prática é muito perigosa”, explicou.

Em Camboinhas o fogo atingiu pelo menos quatro carros (Volkswagen Bora, um Renault Duster, um Volkswagen Fox e um Hyunday HB20) que estavam estacionados na altura do número 315, da Rua Professor Florestan Fernandes, por volta das 15h do último dia de 2018. Os militares apagaram o incêndio, que não teve feridos, e boatos apontam que uma ponta de cigarro teria iniciado o fogo.

Já no último dia 19 um incêndio atingiu o Morro do Bumba, na Zona Norte de Niterói, na parte da vegetação local e de difícil acesso. Nenhuma pessoa ficou ferida e nenhuma residência foi atingida pelo fogo. De acordo com os Bombeiros um caminhão e quatro militares participaram na contenção do fogo.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) foi questionado sobre a quantidade de queimadas registradas recentemente, mas até o fechamento dessa edição não se manifestou sobre o assunto.

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