Alta do gás afeta restaurantes

Empresários do setor da alimentação reclamam do aumento do preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha, que desde o dia 9 está passando por reajustes nas distribuidoras. Especialistas financeiros apontam uma alta de mais 30% no valor do produto desde o início do ano, o que impacta diretamente a cadeia de restaurantes, por exemplo. Alteração do cardápio, com retirada de alguns pratos, e incentivo ao consumo de outros produtos, através de promoções, estão entre as estratégias para evitar o tão temido aumento dos preços para o consumidor final.

O especialista em Finanças e Planejador Financeiro, Marlon Glaciano, explicou que desde o início do ano, o gás aumentou quase 30% impactando principalmente quem trabalha com comida como restaurantes e cozinheiros autônomos. “No que diz respeito a aumento, não podemos controlar e evitar. Cabe agora uma mudança de comportamento ao cozinhar. Como a concentração no preparo de alimentos similares e em maior escala, em poucos períodos do dia, em vez de cozinhar quantidades pequenas várias vezes. Também é preciso dimensionar melhor a quantidade de alimentos que precisam ser preparados, reduzindo a quantidade de utilização do gás”, contou.

Além dessas dicas, outras questões também podem ser implementadas como a substituição do cozimento de alimentos no gás por panelas a vapor. “Essa é uma ótima opção. Também se deve recalcular o preço das refeições e, se for preciso, repassar o aumento ao consumidor. Por fim, verificar a quantidade de comida servida e fazer um ajuste nas porções que julgar com excesso de quantidade”, finalizou Marlon.

O presidente do Polo Gastronômico de Icaraí, Adalberto Caveari, reforçou essas estratégias. “Tudo aumentou e precisamos do gás para cozinhar. O aumento do gás é uma das coisas que afetam os brasileiros de um modo geral. Tivemos um aumento da matéria-prima, a comida em si está mais cara. A carne está ‘a peso de ouro’, os insumos todos estão bem caros”, contou. O representante dos comerciantes explicou que o quilo do filé mignon, por exemplo, está custando R$ 80, e antes custava R$ 40.

“Não temos como modificar o cardápio em vários momentos, e se todo aumento a gente repassar para o consumidor, vamos ficar sem clientes. Apostamos em promoções de outros pratos para incentivar o consumo. Cozinhar está muito caro e o preço do gás está nas alturas”, frisou Adalberto, garantindo que o aumento dessa conta varia de 60% a 70%.

GÁS RESIDENCIAL

Semanalmente, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulga um levantamento de preço do GLP nas cidades. Segundo os dados da ANP, em Niterói, o preço médio é de R$ 88,59, sendo o valor mais baixo R$ 85,99 e o máximo R$ 92.

Esses dados, no entanto, não consideram as vendas com entrega em domicílio, com valores mais elevados.

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