‘Aliança pelo Brasil’ não será partido, mas nome de coligação

Aneel abre consulta pública para rever bandeiras tarifárias

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, ontem, a abertura de uma consulta pública para a revisão dos valores das bandeiras tarifárias, que indicam ao consumidor se haverá ou não acréscimo da cobrança da conta de luz em razão do custo com a geração de energia elétrica. A proposta passará por consulta pública de 24 de março a 7 de maio.

O funcionamento das bandeiras tarifárias tem três cores: a verde (sem cobrança extra) e a amarela ou vermelha (com cobrança adicional a cada 100 quilowatts-hora consumidos) nos patamares 1 e 2.

Pela proposta em discussão, haverá revisão nos valores cobrados pelas bandeiras amarela e vermelha. A bandeira vermelha no patamar 1 deve ter um aumento de 10%, subindo de R$ 4,169 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos para R$ 4,599. No patamar 2, o aumento vai ser maior, na ordem de 21%, passando de R$ 6,243 a cada 100 kWh para R$ 7,571.

No caso da bandeira amarela, a previsão é de uma redução de 26% no valor. Dessa forma, a cobrança passaria de R$ 1,343 a cada 100 kWh consumidos para R$ 0,996.

Em junho de 2020, a Aneel suspendeu a aplicação do acionamento das bandeiras em razão da pandemia da Covid-19 até o dia 31 de dezembro. A sistemática foi retomada pela agência reguladora após os níveis de carga no setor elétrico terem se recuperado aos níveis pré-pandemia e também devido ao volume de chuvas no último trimestre de 2020 ter sido desfavorável.

Aliança pelo Brasil’ não será partido, mas nome de coligação

O presidente Jair Bolsonaro participa de evento do partido Aliança pelo Brasil

Ao romper com o PSL e o aliado PSC, Jair Bolsonaro anunciou em 2019 o seu plano de criação de um novo partido onde possa ter o comando, deixando de ser um “soldado” da tropa de Bivar.

Os evangélicos da Assembleia de Deus já haviam arrebanhado 1,5 milhão para a criação de um partido próprio, mas o pastor-deputado Samuel Malafaia foi contra a mistura religião-política.

Parecia estar facilitando o trabalho de criação do “Aliança pelo Brasil”, mas o povo bolsonarista não foi tão eficiente, mesmo tendo o poderio divino do Palácio do Planalto.

O poder terreno não foi capaz de coletar ao menos de um milhão de assinaturas para serem validadas pelo TSE e março termina sem o nascimento marcado para ocorrer até a Semana Santa.

Mas Bolsonaro tem uma “varinha mágica”. Vai gerar a coligação com este nome, agregando vários santos: Republicanos (onde estão dois dos seus filhos), Avante, PL, Patriota, PTB, PP e outros.

Todos estão no purgatório, confiantes numa elevação, sagrados por uma nova Aliança.

Eles morrem mais cedo

As estatísticas oficiais sempre indicaram um predomínio das mulheres sobre os homens, especialmente nas faixas mais elevadas de idade.

Agora com a pandemia está havendo uma ligeira mudança. Nas faixas dos 60 aos 78 anos a predominância de mortes está entre mulheres

Os homens, mais presentes nas ruas e no trabalho, disparam nas demais faixas, não tanto como os mais jovens.

Contraste

O presidente Jair Bolsonaro está comemorando os bons resultados que alegram setores da economia e também o Governo Federal.

A receita pública não caiu e, pelo contrário, cresceu 4,8% em fevereiro.

Também cresceu muito o número de empresários no rol dos bilionários e dos ganhos por eles obtidos.

O mercado financeiro está em festa com o bom desempenho da Bolsa de Valores e com a desvalorização do real. Os bancos estão com lucros crescentes.

O mercado interno está sofrendo com a inflação, mas quem exporta está rindo a toda com o dólar nas alturas.

Quanto à pandemia, ele mantém a mesma postura.

Há quem bronqueie dizendo que ele está sendo um “bom ministro da Economia” para quem tem saúde forte, mas deveria ser um bom “ministro da Saúde”.

Me dá uma vacina ai

Maricá, maior beneficiária da receita de royalties, esnobou anunciando haver comprado (encomendado) 500 mil doses da russa Sputinik. O município onde tudo é vermelho para indicar os bens geridos pelo terceiro mandato petista, tem apenas uns 180 mil habitantes.

Onde o Fabiano Horta vai “infiltrar” as140 mil restantes. Certamente não será em São Gonçalo, terra do Capitão Nelson, eleito pelo Avante e agora filiado ao PL.

Há um ano e quatro meses o então prefeito Rodrigo Neves anunciou comprar 1,1 milhão de vacinas para atender os 515 mil habitantes de Niterói.

Bolsonaro que não gosta dos vermelhos da China, da Rússia ou de Cuba, barrou a compra direta, agora liberada e até comprou uma porção da Sputinik.

Cheiro político

Esta divergência ente o governador interino e os prefeitos de Niterói e do Rio deixou vazar um cilindro com forte cheiro político.

O ocupante do Palácio Guanabara é contra fechar hotéis e restaurantes, como parte de sua estratégia de ser candidato bolsonarista à sucessão de Wilson Witzel.

Eduardo Paes e Axel Grael decidiram pela antecipação de feriados para acumulá-los na Semana Santa. Ela, oficialmente, só tem três dias úteis para o trabalho: de segunda a quarta-feira.

Os dois prefeitos defendem uma ação coordenada de vizinhos para dar umas férias ao vírus, que jà trabalhou muito.

Mas não se reuniram com os prefeitos de Duque de Caxias e de São Gonçalo, pois são alinhados ao esquema bolsonarista.

A ausência de Maricá se justifica: Paes foi depreciativo com a cidade, na eleição passada.

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