Aliados de Flordelis dificultam reabertura do Conselho de Ética para evitar o processo de cassação

Segundo informações de bastidores em Brasília, aliados da deputada federal e cantora gospel Flordelis (PSD-RJ) estariam fazendo manobras para dificultar ou impossibilitar a abertura de processos para cassação de seu mandato. Ré na Justiça, Flordelis é acusada de tramar o assassinato de seu marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho do ano passado, em Pendotiba, Niterói. O mesmo também estaria ocorrendo em relação ao senador Chico Rodrigues (DEM-RR), que foi flagrado por agentes federais com R$ 33 mil escondidos na cueca.

A informação é que parlamentares, tanto na Câmara quanto no Senado, estão dificultando a reabertura dos trabalhos no Conselho de Ética, em que os processos devem tramitar. Esses colegiados estão com as atividades suspensas por causa da pandemia e a princípio não há data marcada para a retomada. A discussão sobre a reabertura do Conselho de Ética, não agrada a vários parlamentares, entre eles os acusados de decoro e aliados.

Na Câmara, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o corregedor, Paulo Bengston (PTB-BA), tentarão, mais uma vez, votar em plenário, na próxima semana, o Projeto de Resolução (PRC) da Mesa Diretora, que autoriza a retomada das reuniões do Conselho de Ética, por videoconferência. A proposta também prevê a reabertura de três comissões: a de Constituição e Justiça, a de Finanças e Tributação e a de Fiscalização Financeira e Controle.

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados havia decidido, no último dia 28, por unanimidade enviar para o Conselho de Ética o “caso Flordelis”, o que pode acarretar a cassação de seu mandato. Flordelis nega as acusações e está em liberdade por conta de sua imunidade parlamentar. Por determinação da Justiça ela está sendo monitorada por uma tornozeleira eletrônica.

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