Alguns outros produtos, como o papel, apresentaram alta ainda mais substancial, em até 24%

Quem deixou para comprar somente agora os materiais escolares para o ano letivo de 2017 encontrou produtos mais caros. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (ABFIAE), os itens básicos da lista sofreram reajuste de 10%. Alguns outros produtos, como o papel, subiram mais ainda de preço, em até 24%. Uma resma de papel A4 que custava R$ 16,50 subiu para R$ 18,50. Esse acréscimo deve elevar o preço de cadernos e agendas acima de 12%. Com o aumento de 10%, um lápis que custava R$ 1 custará R$ 1,10.

Rubens Passos, presidente da Associação, informou que a absurda carga tributária incidente sobre materiais escolares, com média superior a 40% é um grande absurdo para uma nação que mantém baixos índices de escolaridade e grande população de baixa renda. A compra antecipada é uma alternativa para evitar novos aumentos.

“É importante que os responsáveis pesquisem em pelo menos dois pontos de venda e que antecipem as compras pois os produtos em promoção terminam cedo nas lojas. Esse problema tão sensível para as famílias no período de volta às aulas mostra com clareza como o nosso perverso sistema tributário interfere de modo direto no bolso dos brasileiros, limitando o poder de compra da população e, portanto, a dinâmica de toda a economia”.

Mesmo em 2017, alguns pais já estão se antecipando antes de novos aumentos. A veterinária Priscila Freiras, de 41 anos, já está com a lista pronta. Ela costuma comprar sempre na mesma papelaria pelo preço baixo.

“Sempre compro antes porque acho necessário comprar antecipadamente. Não gosto de correr atrás de preço em cima da hora. Tenho gasto em média R$ 300 com a lista porque é para o Jardim, mas em breve esse preço vai aumentar”, brincou.

Segundo Hugo Moraes, dono da papelaria ArtNit, a ideia é não repassar os reajustes para a população, principalmente no momento de crise.

“Mesmo com a crise do país, ainda sim estamos otimistas. Apesar de estarmos em alguns dos locais mais nobres da cidade, mantemos um preço super competitivo com um grande diferencial no atendimento”, disse.

Gustavo Campos, sócio-diretor da Enfoque, afirmou que está se esforçando para não repassar todos os aumentos ao consumidores.

“Nós mantivemos o valor de alguns produtos, como canetas. A Bic, por exemplo, continua a R$ 1. A ideia é não repassar, principalmente nesse momento de crise”.

Para Charbel Tauil, presidente do Sindicato dos Lojistas (Sindilojas), muitos consumidores procurarão preços mais baixos.

“Em função da crise econômica a tendência do consumidor, no momento, é em geral priorizar os menores preços, inclusive no que diz respeito a material escolar. Vale destacar que o comércio de Niterói está realizando muitas promoções, valendo a pena fazer um bom levantamento antes de fechar negócio”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

5 × 5 =