Alerj e Governo discutem estratégias para o setor naval do Rio de Janeiro

A Comissão Especial da Indústria Naval e de Offshore e Petróleo da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, discutiram quarta-feira (14), estratégias de geração de emprego e renda para o setor. Estudos apontam para a possibilidade de aumento na industrialização, a médio prazo, principalmente com investimentos na cadeia produtiva do gás.

“Precisamos pensar nas questões mais perenes e nas estratégias a longo prazo para o setor. É um debate que precisa ser feito com responsabilidade e em diálogo com o Legislativo”, pontuou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Leonardo Soares.

Um dos pontos destacados pela equipe da secretaria na apresentação feita pelo superintendente de Petróleo e Indústria Naval, Vinícius Cavalcanti, foi sobre o descomissionamento de plataformas no estado. O processo ocorre quando as plataformas alcançam o fim de sua vida útil e precisam encerrar as atividades. Segundo a secretaria, a iniciativa pode estimular a revitalização da indústria naval fluminense.

O relator da Comissão, deputado Felipe Peixoto (PSD), acredita que o mais importante é avaliar a plena utilização e a inovação do parque industrial naval. “A Secretaria falou muito em descomissionamento e desmobilização de equipamentos. É inadmissível perdemos o potencial que o nosso estado tem nesse setor. Temos que aproveitar nossa estrutura, mas é importante investir em inovação e em quais tecnologias nós podemos trazer para o estado. Senão, vamos ficar com embarcação velha, desmobilizando só para virar matéria-prima”, destacou o parlamentar.

A presidenta da Comissão, a deputada Célia Jordão, defendeu que o Executivo junte forças com o Parlamento fluminense para encontrar as melhores alternativas para o futuro econômico do estado. “Nós temos uma grande capacidade produtiva, mas há uma preocupação, porque vemos os dados e a retomada ainda é incipiente. A Assessoria Fiscal da Casa já produziu uma nota técnica apontando para a necessidade de adentrarmos na cadeia produtiva do petróleo”.

Para o diretor da Assessoria Fiscal, Mauro Osório, o desenvolvimento econômico do setor no estado depende da ampliação e da diversificação da estrutura produtiva. “É a partir da ideia de sistema produtivo, que engloba a indústria e os serviços dentro de cada cadeia produtiva, que devemos discutir. É fundamental entendermos quais setores têm maior potencialidade para que possamos reverter o ciclo vicioso que a economia fluminense está inserida nos últimos anos”, explicou.

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