Alegria e desrespeito na volta às aulas

Raquel Morais –

As férias das criançadas acabaram ontem e, para alívio dos pais e das próprias crianças, a segunda-feira voltou a ser animada. Na rua, muitos jovens trocavam os passos pelos pequenos pulinhos de alegria e os encontros pós-férias renderam muita atualização das conversas. Mas no meio desse clima estudantil o trânsito é um bom termômetro para avaliar as reais condições da cidade. Formação de fila dupla, congestionamento, estacionamento irregular e as famosas paradas rápidas em vagas de deficientes e idosos foram alguns dos problemas encontrados nesse período. As escolas municipais de Niterói retornam às atividades nesta terça-feira (01).

Ruas como Miguel de Frias, Álvares de Azevedo, Doutor Paulo César e Avenida Roberto Silveira, na Zona Sul de Niterói, são algumas que somam maior quantidade de veículos na volta das férias. O arquiteto José Fernando Paiva, de 57 anos, foi buscar a pequena Alice, de 5, no Colégio São Vicente de Paula, em Icaraí. A saída do turno da manhã foi agitada e as crianças estavam bem animadas para reencontrar os amigos. “A Alice fez uma carta para a professora e estava ansiosa para voltar às aulas. É bom para ela e para os pais também, que conseguimos agir mais coisas e trabalhar mais à vontade”, comentou.

Já a pequena sintetizou todo o momento com uma exclamação: “Estou muito feliz!”. Mas a volta para casa foi andando, livre do trânsito.
Para o empresário Lúcio Valentim, a volta as aulas foi motivo de muita euforia dentro da van que transporta os alunos. “Eles estavam felizes e contavam histórias uns para os outros. Esse período é muito bom. Mas é um período também de picos de congestionamento, principalmente nas ruas com entrada e saída das escolas”, comentou.

E sobre o trânsito lento, a comerciante Lúcia Amarante, de 28 anos, reclamou dos engarrafamentos. “No período das férias parecia que era um eterno feriado prolongado, o trânsito estava fluindo e foi muito bom sair de carro. Mas agora já começam as filas duplas, o buzinaço e falta de respeito de muitos motoristas, que colocam a prioridade de buscar as crianças no colégio acima da prioridade de outras pessoas que estão dirigindo. Temos que ter uma dose extra de paciência”, relatou.

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