Alargamento da Marquês do Paraná sem previsão de ser iniciada

Anderson Carvalho –

A obra do alargamento da Avenida Marquês do Paraná, via de ligação do bairro de Icaraí ao Centro, ainda não tem previsão de ser iniciada. Embora há mais de seis meses as demolições dos prédios do trecho entre a esquina da Rua Doutor Celestino e a Rua Miguel de Frias tenham começado, ainda falta uma a ser concluída, para a Prefeitura de Niterói fazer licitação que escolherá a empresa a fazer a obra do alargamento. Este é considerado importante para melhorar o trânsito na área.
A prefeitura informou neste momento, o trabalho está sendo realizado da parte dos fundos do prédio 294, que tinha 17 apartamentos e lojas. Já foi executada a demolição do número 226. Em seguida, será feita a do prédio de número 298. Não há prazo de quando isso ocorrerá. Até outubro, a prefeitura prometia concluir as demolições até o fim deste mês. A previsão inicial era encerrar em julho.
O alargamento da Marquês do Paraná, segundo o Poder Executivo, resolverá o gargalo formado no fim da Rua Doutor Celestino por causa do Mergulhão Ângela Fernandes. Em outubro, a empresa PCE Projetos e Consultorias de Engenharia Ltda venceu a licitação para fazer projeto executivo das mudanças da via. O planejamento foi orçado em R$ 285 mil. Não há informações sobre o prazo de finalização do estudo.
No sentido Icaraí, a via ganhará mais duas faixas de rolamento, totalizando cinco pistas, e uma ciclovia. O projeto também inclui a reurbanização até a Avenida Ernani do Amaral Peixoto, com calçadas dentro das normas de acessibilidade e uma nova praça sobre o mergulhão. A obra será a primeira realizada com recursos obtidos através do modelo de outorga onerosa, que financiará ações do processo de requalificação do centro. Serão utilizados R$ 11,8 milhões, dos R$ 14 milhões já pagos por investidores que tiveram seus projetos aprovados para a região central da cidade.
Em 1º de junho, a 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro autorizou a realização das obras de alargamento da via. A intervenção tinha sido embargada a pedido do Ministério Público Estadual (MPRJ), mas a Procuradoria-Geral do Município recorreu e conseguiu a suspensão da liminar.

Ciclovia
Enquanto uma ciclofaixa não é feita no trecho, para dar mais segurança aos ciclistas, a NitTrans instalou cones junto ao meio-fio, no contrafluxo da via, nos dias úteis, nos horários de “rush” matutino e vespertino.
Ao longo do dia, 16 agentes de trânsito controlam o tráfego na Marquês do Paraná e na Avenida Roberto Silveira, entre a Rua Marechal Deodoro (Guanabara) e o Campo de São Bento, trecho das vias onde há maior circulação de bicicletas. Há também agentes de trânsito em duas viaturas de supervisão, e em duas motocicletas de fiscalização, no perímetro da ciclofaixa.

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