Águas do Rio assume distribuição de água em 27 cidades

A distribuição de água em 27 cidades fluminense passa a ser de responsabilidade da concessionária Águas do Rio a partir do dia 1º de novembro. O governador do estado Cláudio Castro anunciou hoje (14) uma antecipação no início das operações da empresa, que faz parte do grupo Aegea Saneamento. A princípio, a concessionária se tornaria responsável pelo serviço apenas no ano que vem.

“Não tenho dúvidas de que essa antecipação é benéfica para todos. São novos empregos e investimentos importantes nesse momento de retomada econômica do estado do Rio”, disse Castro. Segundo informou em nota o governo do Rio de Janeiro, a concessionária deverá fazer o pagamento da segunda parcela da outorga, no valor de R$ 2,3 bilhões, além de iniciar obras de infraestrutura previstas na concessão.

“As contratações de funcionários já estão em andamento, priorizando a mão de obra local, e até o fim do mês serão mais de 1,5 mil novos colaboradores, com previsão de chegar a 5 mil empregos diretos em dezembro e outros 15 mil indiretos ao longo da operação”, registra a nota.

Boa parte dos municípios que são atendidos pela estatal Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), está sendo repassada à iniciativa privada. . No entanto, trinta cidades do estado atendidas pela estatal não aderiram ao projeto.

CONCESSIONÁRIA VENCEU LEILÃO DE R$ 15 BILHÕES

Com ofertas de R$ 8,2 bilhões e R$ 7,2 bilhões respectivamente, a Águas do Rio venceu em abril o leilão dos blocos 1 e 4, que juntos abrangem 26 municípios e 124 bairros do centro, da zona sul e da zona norte da capital. Segundo o presidente da empresa, Alexandre Bianchini, a preparação para assumir os serviços antecipadamente envolveu a construção de um dos mais modernos centros de operações no segmento de saneamento básico no país.

A concessão ocorre conforme regras do novo marco legal do saneamento, aprovado no ano passado. Além da Águas do Rio, o consórcio Ingá arrematou por R$7,3 bilhões o bloco 2, que engloba outra parte da capital – Barra da Tijuca e Jacarepaguá – e mais dois municípios. O bloco 3, que abrange a zona oeste carioca e seis cidades, não recebeu ofertas e será relicitado.

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