Águas do Brasil leva bloco 3 da Cedae por R$ 2,2 bilhões

A Águas do Brasil venceu o leilão do Bloco 3 da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) pelo valor de outorga de R$ 2,2 bilhões. Este bloco é o remanescente dos leiloados em abril deste ano, em que não houve interessados. A expectativa de investimento é de R$ 4,7 bilhões ao longo de 35 anos de contrato.

O lance mínimo era de R$ 1,16 bilhão. O ágio do lance arrematado foi de 90%. A divisão do montante mínimo será paga da seguinte forma: 80% para o Estado fluminense; 15% para os municípios pertencentes ao bloco 3; e 5% para o IRM (Instituto Rio Metrópole). O valor excedente da outorga mínima será dividido entre o Estado do Rio de Janeiro e os municípios envolvidos.

A Águas do Brasil venceu a grande favorita para o leilão, a Agea, que administra os blocos 1 e 4 da Cedae leiloados em abril deste ano. À época, a companhia pagou cerca de R$ 15,4 bilhões pelos blocos.

A Agea apresentou um valor de outorga de R$ 1,5 bilhão com data-base de dezembro 2021. Segundo Guilherme Peixoto, responsável pelo certame da B3, o correto seria que o valor estivesse com data-base em dezembro de 2020. Como a diferença entre os lances foi superior a 20%, não houve competição a viva voz.

A principal meta que a Águas do Brasil terá na administração deste bloco, que inclui bairros da zona oeste da capital fluminense e 20 cidades do interior, será a universalização dos serviços de água e acesso à rede de esgoto a toda população em até 12 anos.

No primeiro edital, esse bloco incluía 6 cidades do interior e bairros da zona oeste da capital fluminense, o que contribuiu para o desinteresse do mercado no ativo. Além disso, o valor mínimo de outorga era de R$ 2,5 bilhões (mais que o dobro do atual) e não havia ajuste de regras de atuação em áreas de conflito.

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