Agressão no 7º BPM vai parar na delegacia

Pelo segundo dia consecutivo – no quinto e sexto dias de manifestos de familiares de policiais militares – o clima voltou a esquentar na frente do 7º BPM (São Gonçalo), na manhã de ontem. De acordo com informes, parentes de militares teriam tentado impedir a entrada de policiais para mais um dia de serviço. Houve confusão e empura-empurra entre os policiais e manifestantes (a maioria composta por mulheres).

De acordo com informações, os ânimos ficaram exaltados e, nesse momento, o major Paulo Ramos teria entrado em luta corporal com manifestantes e imobilizado uma delas com uma “gravata”, colocando-a junto a uma amiga dentro de uma patamo, conduzindo-as para a delegacia. Uma das mulheres que estava sendo conduzida pelo oficial para a delegacia gravou com o celular as imagens da confusão, que foram parar nas redes sociais, gerando muitas críticas e comentários, a favor e contra os policiais. No fim da manhã de ontem, surgiram informações de que o oficial do 7º BPM, por conta do incidente, teria sido preso administrativamente. Também, segundo comentários, durante a confusão três mulheres teriam sido detidas e conduzidas para a delegacia.

Na manhã de terça-feira uma outra confusão ocorreu em frente ao 7º BPM, quando um grupo de esposas e outros familiares teriam tentado impedir a entrada do comandante da unidade e oficiais no quartel. Muitos militares foram obrigados a pular a janela de uma guarita para entrarem no batalhão. Mulheres afirmaram na ocasião que foram agredidas por policiais, que quebraram barracas. Houve registro do incidente na 74ª DP (Alcântara).

O 7º BPM explicou que por volta das 8 horas houve uma confusão na frente do batalhão e que as manifestantes foram conduzidas para a 72ª DP (Mutuá) e fizeram registro por “desacato”. Outras mulheres, que não foram detidas, registraram queixa na 74ª DP (Alcântara) por “lesão corporal”.

A PM confirmou ainda os manifestantes teriam tentado impedir a entrada de policiais militares no quartel. De acordo com a corporação, houve tentativa de diálogo para contornar a situação, mas devido à resistência as pessoas foram conduzidas para a delegacia. Segundo nota, as mulheres detidas chegaram a ofender e xingar os policiais e uma delas tentou sair da viatura, por isso “foram usados os meios necessários para detê-la”.

Em nota, a Polícia Civil informou que foi instaurado inquérito para apurar os fatos e que ainda está analisando o caso “com imparcialidade e de acordo com os limites da legalidade”. O procedimento será encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).

Nas redes sociais, muita gente condenou a força usada pelos policiais. “Foi muita truculência”, disse um internauta. Outros aplaudiram o trabalho dos militares: “Assim disse o major: Não impeçam o trabalho da PM. Cada ação esboça uma reação. E ela por desacato, teve ordem de prisão”, “Na moral, em vez de ficar fazendo algazarra em frente aos batalhões e pondo em risco a segurança dos cidadãos, porque elas não vão fazer isso em frente ao palácio Guanabara e exigir a cassação dos bens do ex governador Sérgio Cabral, daria pra pagar os salários de todo o estado e ainda sobrava pra elas irem ao salão”.

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