Agiota dá R$ 2 milhões em golpes e acaba preso em Niterói

Um agiota foi preso em Niterói na manhã desta última segunda-feira (17) depois de movimentar pelo menos R$ 2 milhões em golpes. Fruto de uma investigação minuciosa iniciada em dezembro de 2018 por policiais da 79ª DP (Jurujuba), a prisão de Matheus Valadão Guimarães de Oliveira, de 31 anos, aconteceu no Centro de Niterói em um estabelecimento comercial. O acusado se passava por policial federal para ameaçar as vítimas e contra o mesmo foi emitido pela 1ª Vara Especializada do Rio de Janeiro um mandado de prisão temporária pelos crimes de lavagem de dinheiro e extorsão.

“Foi uma investigação bastante técnica que envolveu um indivíduo que realizava empréstimos a juros para pessoas físicas há alguns anos e essas pessoas eram atraídas pelo suposto acesso fácil a quantias de dinheiro sem burocracia. As vítimas geralmente em crise financeira buscavam esse indivíduo para obter valores de R$ 4 mil, R$ 8 mil, R$ 10 mil. Caiam então em uma armadilha e ficavam vinculadas a ele durante muito tempo pagando às vezes até mesmo o triplo do valor que pegaram porque ele ficava as ameaçando, as intimidando, e muitas das vítimas com receio não denunciavam”, contou o delegado titular da 79ª DP (Jurujuba), Gabriel Ferrando.

O agiota informou ter começado a emprestar dinheiro no ano de 2015. Os pagamentos deveriam acontecer em parcelas e sob juros.

“As vítimas combinavam com ele pagamento dessas quantias em parcelas e quando essas pessoas pegavam essas valores, geralmente ficavam inadimplentes, não conseguiam honrar o compromisso, e aí ficavam presas a esse indivíduo pagando até mesmo o triplo dessa quantia porque ele as ficava cobrando mediante ameaças se passando por policial, policial federal inclusive, para intimar as vítimas a pagarem as quantias por ele exigidas. Uma das vítimas chegou a relatar que chegou a pagar o valor de um carro zero para ele”, informou o delegado.

Contas de familiares eram usadas para os depósitos e movimentaram a quantia exorbitante de dinheiro.

“Nós obtivemos todas essas informações da investigação com o apoio de relatórios de inteligência financeira onde foi mapeada toda a movimentação dos valores feitas pelo indivíduo suspeito. O Matheus chegou a movimentar entre 2018 e 2019 a quantia de pelo menos R$ 2 milhões em contas correntes de familiares que eram usadas para as vítimas depositarem as quantias em dinheiro. A principal conta usada era a da esposa e depois também a do filho menor de idade”, declarou o titular.

O perfil das vítimas é feminino e algumas se conhecem.

“Nós estamos notando que a maioria das vítimas são mulheres. Até o presente momento todas as vítimas são mulheres. No mínimo foram quatro, mas nós acreditamos que sejam muito mais. Algumas das vítimas se conhecem”, contou o delegado.

O agiota é investigado por outras delegacias de Niterói.

“Até o presente momento a investigação não identificou comparsas. Atuava sozinho e se passava por policial federal extorquindo e intimidando as vítimas e familiares a pagar as quantias por ele exigidas. Ele é investigado também por outras delegacias em Niterói. Até o momento relatos são de intensas ameaças. As vítimas ficavam completamente subjugadas as intimidações dele. Por isso acreditamos sobre a existência de outras vítimas. O nosso pedido é que estas pessoas compareçam à unidade policial” , concluiu o delegado Gabriel Ferrando.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezesseis + 8 =